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O anúncio foi feito na sede do PSD/Açores, em Ponta Delgada, pelos líderes regionais do PSD, CDS-PP e PPM.

“O nosso entendimento é que a coesão política do projeto do Governo dos Açores, que tem em vista o futuro e o desenvolvimento dos Açores, assegura coesão e a afirmação política também assumindo, desta feita, em forma de coligação pré-eleitoral por parte do PSD/CDS-PP/PPM, essa candidatura às legislativas nacionais”, declarou José Manuel Bolieiro, líder do PSD/Açores e presidente do Governo Regional.

 

O social-democrata avançou que a coligação vai ter a designação de “AD – Aliança Democrática”, um “resgate histórico de sucesso na democracia portuguesa”, evocando a coligação liderada por Sá Carneiro que juntou os mesmos partidos em 1979.

“Será, pois, o projeto político que hoje fica anunciado e que no quadro dos nossos partidos será apresentado para os respetivos órgãos fazerem as respetivas aprovações e ratificações e no sentido posterior de inscrição, registo, desta coligação no tribunal constitucional”, acrescentou.

Questionado pela elaboração da lista, Bolieiro afirmou que os três partidos vão ter em conta a “consideração proporcional” de cada força partidária.

“Não estamos pelos lugares. Não estamos pela matemática. Estamos sim por um ideal e por um projeto político e isso é que nos move”, advogou Bolieiro.

O social-democrata realçou que o objetivo da Aliança Democrática é reforçar o “projeto político” que governa os Açores.

“A nossa causa é obviamente a consolidação deste projeto político de governação dos Açores também na sua defesa nacional através da participação desse projeto político na Assembleia da República”, apontou.

Bolieiro destacou que a coligação foi realizada com “total autonomia” e “absoluta independência” dos órgãos regionais face às estruturas nacionais dos três partidos.

O centrista Artur Lima reforçou que “nem o CDS nem o PPM exigiram nenhum lugar” nas listas ao “PSD, partido maioritário” da coligação.

“O que eu acho que nos distingue da maneira de estar na política é que nós não estamos aqui por lugares. Estamos por projetos. E o projeto tem de ser um projeto vencedor que dignifique a Região Autónoma dos Açores na Assembleia da República. É isso que nos interessa”, afirmou o também vice-presidente do executivo açoriano.

Já o líder do PPM/Açores, Paulo Estêvão, considerou que o objetivo da coligação é eleger três deputados à Assembleia da República.

“Não temos nenhuma exigência de lugares. Temos a dimensão que temos”, assinalou Estêvão, que disse que o “posicionamento do partido” é “ajudar neste projeto comum”.

Os Açores elegem cinco deputados para a Assembleia da República, sendo que nas últimas legislativas três foram eleitos pelo PS e dois pelo PSD.

 

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