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O PSD acusou hoje o ministro Vieira da Silva de ter violado, a propósito do caso Raríssimas, o código de conduta aprovado pelo atual Governo, o que foi negado pelo primeiro-ministro.

“O código de conduta diz que os membros do Governo devem abster-se de tomar decisões relativamente a entidades onde tenham exercido funções, é verdade ou não que o ministro Vieira da Silva tomou decisões sobre uma entidade onde tinha exercido funções?”, questionou o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, referindo-se à qualidade de vice-presidente da Assembleia Geral da Raríssimas desempenhada pelo ministro do Trabalho antes de entrar no executivo.

Na primeira resposta, António Costa foi curto: “Perdeu muito tempo com uma pergunta que tem uma resposta simples: não, não violou nenhum código de conduta”, disse o primeiro-ministro, recebendo um forte e prolongado aplauso da bancada do PS.

Hugo Soares repetiu por diversas vezes a pergunta, o que levou o primeiro-ministro a desafiá-lo a concretizar a acusação, dizendo que tanto ele como Vieira da Silva estão de “consciência tranquila” sobre esta matéria.

“Se o senhor deputado tem conhecimento que o ministro Vieira da Silva violou a lei, acuse, se entende que violou o código de conduta acuse, não se escude em retórica insinuatória”, instou Costa, dizendo que, no seu entendimento, tal não aconteceu.

Na resposta, o líder parlamentar do PSD concretizou: “Sim, nos termos do código de conduta que fizeram, o ministro violou o código e o senhor primeiro-ministro não tem a coragem de o assumir”.

O código de conduta foi aprovado pelo atual Governo em setembro de 2016 na sequência de deslocações de membros do executivo pagas pela Galp a jogos do campeonato europeu de futebol.

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