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“Aqueles que levaram os Açores a esta condição de pobreza e desigualdade social tornaram-se um partido de protesto. Envergonhados pela sua incapacidade e falta de estratégia, os socialistas protestam e querem chumbar estes documentos”, criticou João Bruto da Costa, na intervenção final no debate parlamentar sobre o orçamento, antes da votação na generalidade prevista para quinta-feira.

O deputado elogiou o Orçamento Regional para 2022 por colocar o Governo (PSD/CDS-PP/PPM) “ao lado das famílias, das empresas, das instituições sociais e de cada um dos açorianos”.

Quanto aos socialistas, Bruto da Costa disse que “protestam, protestam, protestam e estão contra”.

“Contra os Açores, contra o sucesso do seu povo e contra o Plano e o Orçamento”, acrescentou.

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O deputado lembrou que ainda em 2020, “quando foram apresentados, pelo Partido Socialista, dois Orçamentos suplementares de grande importância para a vida dos açorianos, o PSD disse presente e pôs de lado as questões partidárias, votando a favor”.

“Não voltámos as costas aos açorianos”, frisou.

“É cientes do encargo de que fomos mandatados que, aqui chegados, assumimos a responsabilidade de ser a alternativa e de estabelecer um novo paradigma na governação”, acrescentou.

Para Bruto da Costa, o Plano e Orçamento do Governo aposta “na Educação e na Formação como desígnio para um futuro mais promissor para as crianças e jovens”.

“Estes documentos assumem uma forte ligação aos setores da Agricultura e Pescas, têm uma visão ambiciosa para os Transportes e Turismo, não esquecem a Cultura, o Ambiente ou os desafios da Transição Digital”, notou.

Bruto da Costa saudou que a região se tenha libertado “do jugo socialista que atrasou o desenvolvimento” da região, “com especial ênfase para os últimos oito anos”.

“Durante estes três dias ficou claro que há uma alternativa política ao socialismo: ao socialismo dos impostos altos; ao socialismo que ignorava a coesão regional; ao socialismo que recusava reconhecer direitos aos trabalhadores açorianos”, alertou.

Para Bruto da Costa, o PSD tem “bem consciência das enormes responsabilidades que recaem sobre este Governo para enfrentar os problemas que resultam de 20 meses de pandemia e com a crise económica dela decorrente”.

“E, a somar a uma crise económica e pandémica, temos ainda a pesada herança socialista de dívidas e encargos”, afirmou, criticando os socialistas por virarem “as costas aos açorianos”.

Isto porque, vincou, o PS “chega ao final desta discussão sem uma única ideia, sem uma única proposta, sem um projeto para os Açores”.

“Pela primeira vez na história da autonomia, um partido que já teve responsabilidades governativas não apresenta uma única proposta”, criticou.

Para o líder da bancada do PSD, “sem ideias e sem propostas, os socialistas limitam-se a tentar atrapalhar o sucesso do trabalho que tem sido desenvolvido por esta maioria parlamentar e empenhados em chumbar o futuro dos Açores”.

Isto, perante um Plano e Orçamento que “consagram a alternativa política que os açorianos elegeram e que dão um novo rumo aos Açores, pondo termo aos planos e orçamentos de pobreza a que nos habituaram as maiorias absolutas socialistas”.

“Estes Plano e Orçamento respondem às necessidades dos Açores, são documentos credíveis, equilibrados e conciliadores, permitem uma mudança de rumo e correspondem ao cumprimento do programa de Governo aqui aprovado há 11 meses”, sublinhou.

Bruto da Costa elogiou o “novo pluralismo parlamentar, reforçado pela centralidade do parlamento, em que o diálogo democrático e o entendimento entre diferentes sensibilidades políticas exigem humildade e concertação”.

“Fizemos o que nos impunha o mandato conferido pelos açorianos”, assegurou.

Bruto da Costa observou que “este não é tempo de calculismos partidários nem de sobrepor quaisquer outros interesses àquele que é o superior interesse do povo dos Açores”.

“Não podemos aceitar que o superior interesse dos Açores seja menorizado para satisfazer a sobrevivência política de quem nos deixou uma região com os piores indicadores sociais do país”, indicou.

A Assembleia Legislativa é composta por 57 eleitos e a coligação de direita (PSD/CDS-PP/PPM), com 26 deputados, precisa de mais três parlamentares para ter maioria absoluta.

A coligação assinou um acordo de incidência parlamentar com o Chega e o PSD com a Iniciativa Liberal (IL).

A IL tem ameaçado chumbar a proposta de orçamento, tendo dito à Lusa, na sexta-feira, que vota a favor se for contemplada uma redução de “15 a 20 milhões de euros” no endividamento da região, situado nos 170 milhões de euros. O seu deputado único, Nuno Barata, revelou hoje que o executivo aceitou uma redução de mais de 18 milhões de euros.

O deputado único do Chega, José Pacheco, anunciou, também hoje, que vai votar favoravelmente, depois de o Governo Regional ter aceitado “as condições estabelecidas”, apesar de a direção nacional do partido ter pedido na semana passada para que a estrutura regional retirasse o apoio ao executivo.

O deputado independente, Carlos Furtado, ex-Chega, disse na sexta-feira que iria “honrar” o seu “compromisso” firmado com o Governo na votação do Orçamento.

O parlamento conta ainda com mais 28 deputados: 25 do PS, dois do BE e um do PAN. Todos estes partidos anunciaram já o voto contra o Orçamento.

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