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O parlamentar, que falava na Assembleia Legislativa dos Açores, ma Horta, declarou que o PSD “apresentará uma iniciativa com vista a promover a mobilidade laboral e que corrija os desequilíbrios do mercado de trabalho, privilegiando as ilhas com mais fragilidade”.

Bruno Belo referiu que a medida é “destinada a fomentar a mobilidade geográfica dos recursos humanos entre as ilhas dos Açores, particularizando as ilhas onde a demografia evidencia maiores fragilidades, a par da dinamização do mercado laboral e da correta inserção socioprofissional”.

O deputado afirmou que a iniciativa vai “ser destinada a desempregados inscritos na Agência de Qualificação e Emprego e outros residentes desempregados, mas não inscritos nas agências, desde que devidamente comprovada a situação de desemprego”.

De acordo com dados partilhados pelo deputado social-democrata, “as Flores já tiveram 10.508 pessoas e agora tem aproximadamente 3.700, o Faial já teve 26.000 e agora tem 14.500, o Pico já teve quase 28.000 e agora 13.651, São Jorge 17.998 e agora tem 8.200, e a Graciosa teve 8.718 e tem cerca de 4.000”.

“Santa Maria praticamente mantém a sua população enquanto São Miguel e Terceira, em contraciclo, aumentaram a sua população”, acrescentou.

Bruno Belo considerou que a “demografia das ilhas constitui, porventura, um dos maiores e mais duradouros desafios para todos”, sendo esse “um problema que os 45 anos de autonomia não resolveu e há que ter uma ação política determinada e consequente”.

“As consequências do despovoamento das zonas rurais vão além do abandono de pequenas localidades. Afeta também o meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas”, frisou o deputado.

O secretário regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego, Duarte Freitas, considerou que um dos “grandes desafios” que se colocam é justamente a necessidade de promover a coesão social e territorial nos Açores, visando “diminuir a diferença entre os mais ricos e mais pobres e entre os espaços geográficos”.

Duarte Freitas considerou que nas ilhas mais afetadas pela desertificação “sente-se a angústia do fim das coisas” com a deslocalização e encerramento de serviços, tendo, neste capítulo, o “poder autonómico falhado”, sendo este um “desafio geracional e institucional”.

O deputado socialista José Contente considerou que a desertificação resulta do índice de fecundidade, sendo acentuada com a emigração, tendo defendido a criação de incentivos à natalidade e fixação de pessoas nas ilhas, não só por locais, mas também pessoas exteriores à região.

O deputado monárquico Paulo Estêvão defendeu a necessidade de combater os “enormes desequilíbrios entre ilhas”, havendo que “agir rapidamente”, tendo exemplificado que o problema se agrava com a “falta de habitação nas Flores e Corvo”, por exemplo.

O deputado do Chega José Pacheco considerou que “foi o Governo do PS e não os marcianos” que contribuíram para a desertificação e encerramento de serviços, por exemplo, na freguesia da Ribeira Chá, onde vive, tendo apelado ao presidente do Governo dos Açores para “promover um programa eficaz de habitação para zonas mais frágeis”.

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