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O presidente do Governo açoriano e líder do PS/Açores, Vasco Cordeiro, acusou hoje o PSD local de não ter “credibilidade” para falar de falhas do executivo regional e também do central, sobre as verbas da Universidade da região.

O líder do PSD dos Açores, Duarte Freitas, já era líder social-democrata na região quando este partido, com deputados eleitos pelo arquipélago na Assembleia da República, aprovou “orçamentos que cortaram no financiamento da Universidade dos Açores”, lembrou hoje Vasco Cordeiro, que falava na sessão de encerramento do XIII Congresso Regional da Juventude Socialista dos Açores, encontro tido no concelho da Ribeira Grande, ilha de São Miguel.

Criticar o atual executivo central e também regional é, portanto, “um exercício de legitimidade política, mas falta a legitimidade moral, falta a credibilidade”, para “ser levada a sério essa posição, consoante o Governo que está na República, se dizer uma coisa ou outra”, disse o líder do executivo açoriano.

Vasco Cordeiro abordava declarações de sábado do líder do PSD/Açores, que denunciou o que diz ser a existência de “falhas” nos compromissos assumidos pelo Governo da República em relação ao arquipélago, falhas essas “ignoradas” pelo Governo Regional: em causa está, por exemplo, o facto de o Governo liderado por António Costa ir, alegadamente, deixar de assumir o pagamento do empréstimo contraído pela Universidade dos Açores, em 2012, com vista à sua recuperação financeira.

“Se fosse noutro tempo, estas situações tinham causado enorme alarido, na região e no Governo Regional”, lembrou o dirigente social-democrata, para quem o silêncio do executivo regional socialista, sobre estas matérias, se deve ao facto de o primeiro-ministro ser o socialista António Costa.

“Para o ano de 2018, segundo denúncia do senhor reitor, garantido que está o défice zero, o Governo da República parece que se recusa a pagar o compromisso em relação à Universidade dos Açores”, lamentou Duarte Freitas, alertando para os prejuízos financeiros que tal decisão poderá comportar para a academia açoriana.

Na sua opinião, “é também muito estranho” o silêncio que se tem verificado por parte do executivo açoriano socialista sobre esta matéria.

A Universidade dos Açores declarou na sexta-feira que vai ter de assegurar 614 mil euros de encargos com a dívida de 2,7 milhões de euros que contraiu em 2012, e que o Governo da República, por “indisponibilidade financeira”, não pode assumir.

“Este ano, a reitora da Universidade dos Açores recebeu a informação, por parte do gabinete do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, de que não haveria disponibilidade financeira para qualquer tipo de transferência de verbas relativa às prestações de 2017”, disse aos jornalistas o reitor da Universidade, João Luís Gaspar.

Vasco Cordeiro desafia juventude açoriana a debater o valor da participação política

O Presidente do Partido Socialista mostrou, este domingo, disponibilidade do Partido e desafiou a Juventude Socialista dos Açores, sob a liderança da Ana Vitória Couto, a lançar um “grande movimento” – independentemente da sua orientação partidária, que chame a juventude açoriana para um debate sobre o valor da participação política.

“Um debate sobre o valor da participação política, e desde logo, sobre a abstenção, sobre a importância da credibilidade e da fundamentação da atividade política, no fundo, um trabalho que possa também ajudar os Açores, a nossa Autonomia e os Açorianos a vencerem os desafios do futuro”, afirmou Vasco Cordeiro na sessão de encerramento do XIII Congresso da Juventude Socialista dos Açores que decorreu na Ribeira Grande.

O Presidente do PS/Açores aposta no “combate pela dignidade e pela dignificação do exercício da política” e, para isso, considera essencial o compromisso e a participação da JS, dos socialistas e de  “todos aqueles que acreditam que é na política que reside a solução para os desafios”.

Perante um auditório repleto, Vasco Cordeiro apresentou exemplos do que considera ser um mau exercício da política.

 “Quando nós temos uma deputada na Assembleia da República que durante algum tempo foi Secretária de Estado da Defesa e hoje se lembra de dizer que, por exemplo, a situação da Base das Lajes esteve esquecida, tem legitimidade política para o dizer? Concerteza!, mas falta-lhe a credibilidade e a legitimidade moral para esse tipo de posição, porque nunca fez nada do que devia, quando exerceu esse cargo”, observou o líder dos socialistas açorianos.

A mesma falta de credibilidade acontece, acrescentou Vasco Cordeiro, “quando nós temos o líder do principal partido da oposição a clamar, agora, por questões relativas ao financiamento da Universidade dos Açores”, quando foi com esse mesmo líder, que deputados do seu partido na Assembleia da República aprovaram orçamentos que cortavam no financiamento da Universidade dos Açores.

“Falta a legitimidade moral, falta a credibilidade para levarmos a sério essa posição que, consoante o Governo que está na República, diz uma coisa ou diz outra utilizando assuntos, importantes para os Açorianos, como puras armas de arremesso político”, frisou o Presidente do PS/Açores.

Depois de recordar a crise financeira internacional e as más opções políticas do anterior Governo da República, Vasco Cordeiro enalteceu a capacidade de resistência que as Açorianas e os Açorianos tiveram para fazer face a “uma situação particularmente difícil”. O líder dos socialistas Vasco Cordeiro reconheceu a importância do XIII Congresso da JS/Açores ser “virado para o futuro” e aproveitou para reafirmar aqueles que são “os sinais claros de uma confiança e esperança renovadas no nosso futuro como povo”.

“Hoje vislumbramos, cada vez com maior clareza, os sinais dessa recuperação”, assegurou Vasco Cordeiro, revelando que no primeiro trimestre de 2014 a taxa de desemprego na Região era uma das mais altas do país (18%), sendo atualmente uma das mais baixas (8,2%) a nível nacional.

O líder do PS/Açores destacou, igualmente, os dados do setor turístico, referentes ao terceiro trimestre, que dão conta de um aumento significativo no número de dormidas e dos proveitos que já ultrapassam os 73 milhões de euros, mas chamou a atenção para o que falta ainda fazer no âmbito do emprego, emprego jovem em especial ou na qualidade do emprego que se cria na Região.

Habitação, Educação, combate à pobreza e à exclusão social, são outros desafios que Vasco Cordeiro quer vencer, contando, para esse fim, com o “inconformismo, a generosidade e a entrega da juventude açoriana”.

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