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O PSD/Açores reúne-se a partir de hoje para o 25.º congresso da estrutura partidária, o primeiro desde que o seu líder, José Manuel Bolieiro, assumiu a presidência do Governo Regional, pondo fim a 24 anos de governação socialista.

Contando com a participação de 240 congressistas que vão eleger os novos órgãos regionais do partido, a reunião magna dos social-democratas açorianos prolonga-se até domingo, em Ponta Delgada, sendo esperada a presença do novo líder nacional do partido, Luís Montenegro, na sessão de encerramento.

José Manuel Bolieiro foi, no início de junho, eleito para um segundo mandato à frente do partido, alcançando 99% dos votos nas eleições diretas em que participaram 1.778 militantes.

Após a vitória, o renovado líder do PSD/Açores destacou a importância de, “com humildade democrática, continuar a assegurar estabilidade política e governativa através da solução parlamentar plural” existente.

Na moção que vai apresentar ao congresso, José Manuel Bolieiro apresenta várias medidas para a estratégia a uma década em áreas como a Educação, a Saúde, a Pobreza e o Turismo.

Por outro lado, defende a “consagração” de um círculo eleitoral da região para o Parlamento Europeu, a par de várias outras medidas para aprofundar a autonomia.

No âmbito do “processo de reforma da autonomia”, uma das propostas é a “revisão das leis eleitorais, contemplando a redução do número de deputados à Assembleia Legislativa” e “estudando a limitação dos seus mandatos”.

Uma das propostas temáticas do 25.º Congresso do PSD/Açores, que tem como primeiro subscritor Pedro Gomes, defende o partido como “garante da estabilidade governativa” regional na coligação com CDS-PP e PPM, alertando para a “irresponsabilidade” de criar “uma artificial crise política”.

No documento é defendido que “o PSD assegura a governabilidade dos Açores, assente nos acordos de coligação e de incidência parlamentar”, bem como “na confiança e lealdade recíprocas entre os parceiros de coligação”, permitindo “uma governação de mudança de políticas e de renovada esperança nos Açores”.

“Servir os açorianos está acima dos interesses partidários”, é sustentado na proposta, intitulada Um Tempo de Esperança.

O atual presidente do Governo dos Açores foi eleito pela primeira vez líder da estrutura regional em 15 de dezembro de 2019, numas eleições em que votaram 1.550 militantes, tendo assegurado 1.526 votos.

José Manuel Bolieiro sucedeu a Alexandre Gaudêncio, alvo de uma investigação da Polícia Judiciária por suspeita de violação de regras de contratação pública, de urbanismo e ordenamento do território enquanto presidente da Câmara da Ribeira Grande.

Quando anunciou a recandidatura à liderança do PSD, José Manuel Bolieiro referiu que “o futuro não pode parar ou inverter o rumo reformista nas prioridades do sucesso na agenda social de desenvolvimento que se propõe para a governação”.

Em outubro de 2020, candidatou-se às eleições legislativas regionais, nas quais o PS foi o partido mais votado, elegendo 25 parlamentares, mas perdeu a maioria absoluta.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo para formar governo, contando ainda com o apoio parlamentar de Chega e Iniciativa Liberal.

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