PSD/Açores insiste no reforço de voos para o Faial em julho e agosto

O PSD/Açores voltou a exigir ao governo ligações aéreas “consentâneas com as reais necessidades da ilha do Faial”, uma posição declarada na sequência da audição do executivo e do presidente da SATA pela Comissão de Economia do Parlamento açoriano, ação que fora solicitada pelos sociais-democratas logo após o verão de 2018.

O deputado Carlos Ferreira classificou o verão do ano passado como “o mais desastroso no serviço de transporte aéreo para o Faial, com falta de voos e de lugares; incapacidade de transporte de carga e de exportação dos produtos locais; atrasos constantes; voos consecutivos em que a bagagem dos passageiros foi deixada atrás; falta de apoio aos passageiros dos voos cancelados para a Horta, nomeadamente no aeroporto de Lisboa; e uma inovação pela negativa em 2018, o cancelamento de vários voos por falta de tripulação”, afirmou.

“As dificuldades nas ligações aéreas têm condicionado fortemente o desenvolvimento do Faial, a atividade dos empresários e a mobilidade dos residentes, incluindo aqueles que têm que se deslocar por razões de saúde”, referiu o parlamentar.

A audição solicitada pelo PSD/Açores visava conhecer o planeamento da empresa para 2019, e encontrar soluções para o problema, mas o governo reiterou que nos meses críticos de julho e agosto o número de voos vai manter-se igual ao ano passado.

Assim, “não se compreende que, depois da população do Faial ter ficado mais de 20 dias sem conseguir marcar uma viagem para Lisboa entre agosto e setembro de 2018, o governo decida manter o mesmo número de voos nesses períodos”, diz Carlos Ferreira.

Para o deputado, “após 4 anos consecutivos de problemas graves, sobretudo em julho e agosto, o governo decide manter a mesma receita. Ou seja, o resultado vai ser igual, pelo que perspetivamos mais um verão dificílimo para os faialenses, para os empresários e para quem nos quer visitar”, alertou.

Face ao anúncio do incremento de voos fora dos períodos de maior procura, o social democrata diz que, “nos períodos em que a procura parece não justificar, isso servirá sobretudo para alimentar o discurso de que foram aumentados os voos e o número de lugares. Assim como para baixar artificialmente as taxas de ocupação, servindo isso de suporte a este mesmo discurso governamental”.

Para Carlos Ferreira, “a única forma dessa medida ter efeitos positivos é ser acompanhada por uma verdadeira estratégia de promoção da rota e por tarifas atrativas, o que desafiamos o governo e a SATA a fazer de imediato”, acrescentou.

O parlamentar instou ainda o governo e a transportadora aérea regional a reformularem a atual política de preços, “em que os voos com escala são frequentemente muito mais acessíveis do que os voos diretos, passando a oferecer tarifas atrativas nos voos diretos, que permitam aos passageiros optar por essas ligações, deixando de sobrecarregar os voos inter-ilhas com os reencaminhamentos”, concluiu.

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