PSD/Açores exige mais deslocações de médicos especialistas a Santa Maria

O líder parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa dos Açores, Luís Maurício, exigiu hoje que o Governo Regional socialista reforce a deslocação de médicos especialistas a Santa Maria, para evitar que os doentes tenham de sair da ilha.

“Os marienses estão constrangidos com a falta da deslocação de médicos especialistas à ilha”, denunciou o deputado social-democrata, considerando que não é admissível que em 2018 tenham sido efetuadas 8.600 deslocações de doentes daquela ilha (a maioria dos quais para o Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada), por falta de médicos especialistas em Santa Maria.

Luís Maurício falava aos jornalistas, ao final da tarde de hoje, em Vila do Porto, após uma reunião com a Mesa do Conselho de Ilha de Santa Maria, no âmbito das jornadas parlamentares que os social-democratas estão a realizar na ilha mais oriental do arquipélago.

O líder parlamentar do PSD/Açores recordou, por outro lado, que “este número tão elevado de deslocações” de doentes marienses ao Hospital de Ponta Delgada tem outra consequência que acaba por ter impacto nas acessibilidades à ilha de Santa Maria e também no turismo.

“Se nós tivermos em conta estas 8.600 deslocações em 2018, elas representaram 20% da ocupação dos aviões da SATA e, portanto, isso significa que a acessibilidade de turistas à própria ilha fica prejudicada”, insistiu Luís Maurício.

Segundo explicou, a deslocação de doentes de Santa Maria para Ponta Delgada, além de incómoda para os doentes, ocorreu também, nalguns casos, sem a coordenação desejada, de tal forma que alguns doentes foram contactados, no dia em que regressavam à sua ilha, de que tinham de voltar a deslocar-se a uma nova consulta em Ponta Delgada.

O líder da bancada do PSD no parlamento açoriano criticou, por outro lado, “a forma “deselegante como o Governo Regional se portou perante o Conselho de Ilha de Santa Maria”, numa recente visita estatutária àquela ilha, e exigiu respeito pelas regras da democracia e pelo exercício de “contraditório” por parte das instituições democráticas.

“Os conselhos de ilha não podem ser vistos como algo de incómodo, mas como um órgão que, representando todas as instituições da ilha, está a exercer as suas funções com um único objetivo: a defesa dos interesses da sua ilha”, explicou Luís Maurício.