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O Conselho Regional do PSD/Açores considerou hoje que o Governo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) tem “alento” para cumprir a legislatura, salientando que “a tarefa” governativa “não é fácil”, após uma governação socialista que deixou a Região “caótica”.

“O que este Conselho Regional está aqui a fazer precisamente é dar toda a sua força, toda a sua motivação para que este projeto que é liderado por estes três partidos seja um projeto de sucesso, ainda para mais quando também o Plano e Orçamento para 2023 foi aprovado com uma base parlamentar ainda mais forte com o apoio de mais um partido politico dando assim alento para que esta legislatura se cumpra até ao final”, afirmou o presidente da Mesa do Congresso, Pedro Nascimento Cabral.

Pedro Nascimento Cabral falava na apresentação das conclusões do Conselho Regional do PSD/Açores, que reuniu hoje em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

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O atual Governo Regional, que resulta de uma coligação entre PSD, CDS-PP e PPM e tem apoio parlamentar de outros três deputados (CH, IL e independente), tomou posse em novembro de 2020, depois de o PS, que governava a região há 24 anos, ter vencido as eleições, mas sem maioria absoluta.

Pedro Nascimento Cabral sublinhou que em “todas as intervenções” feitas no Conselho Regional do PSD/Açores, o primeiro de 2023, existe “um forte apoio” ao Governo de coligação e “um sinal de união, de força e de apoio”, ao líder do PSD açoriano, José Manuel Boleiro, “para que continue nesta senda de trabalho, de progresso, em beneficio do desenvolvimento” da Região.

“O PSD está firme nesta coligação. Está motivado para continuarmos a trabalhar em defesa dos cidadãos dos Açores”, sublinhou o social-democrata, que é também o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada.

Pedro Nascimento Cabral admitiu que “a tarefa” governativa “não é fácil”, após “24 anos de governação do Partido Socialista que deixou a Região Autónoma dos Açores” de “uma forma absolutamente caótica” em “vários domínios”, nomeadamente nos setores da saúde e da educação e ainda na transportadora aérea açoriana SATA e nas empresas públicas regionais.

“Naturalmente que este Governo de coligação, liderado pelo PSD, tem tido alguma dificuldade em retomar o desenvolvimento e o progresso económico da Região, sobretudo quando se depara com uma crise pandémica e agora a situação da invasão da Ucrânia pela Rússia com consequências económicas e financeiras”, traduzidas nas subidas dos preços e das taxas de juro e a crise energética, disse.

Pedro Nascimento Cabral assinalou que o trabalho do Governo Regional de coligação “merece todo o respeito”, o “apoio e suporte” do Conselho Regional.

“O objetivo do PSD é manter neste momento um apoio total para que as politícas que a governação dos Açores tem neste momento em vista, sejam um caminho”, vincou, referindo-se às medidas levadas a cabo pelo executivo regional de coligação na área dos transportes, no sistema de saúde, educação e “na redefinição das prioridades de atuação” no que diz respeito às empresas públicas regionais.

O presidente da Mesa do Congresso acrescentou que “com esta votação para o Plano e Orçamento de 2023” existe a “plena convicção” de que “esta legislatura vai ser cumprida”.

E, “por isso é preciso começar a preparar também essa implementação destas politícas, como foi sempre dito pelo presidente do PSD/Açores, porque trata-se de um projeto para uma década”, reforçou.

Segundo disse, “tudo tem o seu plano de implementação, tudo tem a sua margem de progresso”, acrescentando que o Governo Regional, que sucedeu a 24 anos de governação socialista, “só tem dois anos”.

O Orçamento dos Açores para 2023 foi aprovado a 24 de novembro em votação final global, com 30 votos a favor, de PSD, CDS-PP, PPM, IL, Chega, deputado independente (ex-Chega) e PAN, e 27 contra, do PS e do BE.

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