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O deputado do PSD/Açores Joaquim Machado denunciou esta quarta-feira a falta de assistentes operacionais nas escolas dos Açores.

Segundo o social democrata, essa insuficiência “prejudica as tarefas de segurança no acesso aos estabelecimentos de ensino, bem como no acompanhamento de alunos com necessidades educativas especiais e de toda a população estudantil”.

“O mesmo acontece com o funcionamento de diversas valências escolares, fundamentais para a promoção das aprendizagens”, acrescentou.

No decurso do debate parlamentar de ontem, Joaquim Machado acusou o Governo Regional “de fomentar a precariedade laboral no setor da educação, ao recorrer sistematicamente a trabalhadores desempregados, no âmbito de programas de ocupação temporária”, disse.

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“Aos 21% de trabalhadores nessas circunstâncias juntam-se ainda os contratados a termo. Em termos gerais, um em cada três trabalhadores das escolas dos Açores não pertence ao quadro”, afirmou o deputado social democrata.

“É por isso altura de o Governo Regional rever os critérios de provimento dos quadros de pessoal não docente da rede pública de ensino dos Açores”, sublinhou.

Segundo Joaquim Machado, há escolas onde na última década se verificou “a saída de dezenas de trabalhadores, por aposentação, motivos de saúde e até falecimento, cujos lugares nunca foram preenchidos”.

De acordo com os dados oficiais, de 2016 a dezembro passado cresceu o número de trabalhadores contratados a termo nas escolas da Região, elevando-se a 1.274 no conjunto das áreas tuteladas pela secretaria regional da Educação e Cultura.

Na ocasião, Joaquim Machado salientou ainda “o trabalho heróico” desenvolvido pelos conselhos executivos para obviar esta gritante insuficiência de recursos humanos.

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