PSD/Açores avisa que não basta admitir “falhanço socialista no combate à pobreza” e defende órgão para dinamizar estratégia do Governo

O grupo parlamentar do PSD/Açores defende a criação de um órgão executivo para dinamizar e implementar as prioridades definidas pelo Governo regional na Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social nos Açores.

Mónica Seidi, deputada do PSD/Açores, explicou que caberá a este “órgão executivo, e não ao conselho consultivo ou ao conselho estratégico, ambos previstos no documento, escrutinar a implementação da estratégia nas nove ilhas e elaborar relatórios anuais que deverão, posteriormente, ser apresentados no parlamento regional para apreciação dos deputados eleitos pelos açorianos”.

A parlamentar social-democrata, que falava durante a interpelação ao Governo açoriano sobre a Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, para os próximos 10 anos, avisou que não basta ao executivo liderado por Vasco Cordeiro “admitir o falhanço socialista no combate à pobreza e à exclusão social” na Região e defendeu a execução “rigorosa e consequente” de medidas efetivas.

“O diagnóstico, para o qual a sociedade civil e o PSD/Açores já vinham alertando, já foi reconhecido pelo Governo e pelo PS, partido que o suporta. Exige-se agora, mais do que nunca, que essa estratégia não seja apenas uma intenção e que tenhamos medidas efetivas que potenciem uma melhor qualidade de vida aos açorianos para que, de facto, se reduza a taxa de pobreza na Região”, afirmou.

Mónica Seidi salienta que, “passadas duas décadas de governação socialista nos Açores, com sucessivas maiorias absolutas, o Partido Socialista tem agora uma oportunidade histórica de provar que, depois de andar de negação em negação, consegue resolver um grave problema da Região”.

“Uma estratégia na luta contra a pobreza implica alterações profundas nas prioridades que estão na base do desenvolvimento da nossa Região: na Educação, na Coesão Social e na Coesão Territorial”, disse, reiterando que “o modelo de desenvolvimento seguido pelo Governo não podia dar outros resultados”.

A deputada não deixou de notar ainda que o facto de o Governo chamar agora até si propostas apresentadas pelo PSD/Açores ao longo dos últimos anos, sucessivamente chumbadas pela bancada socialista, entre elas a Rede Social, onde constava a criação de Conselhos Locais de Ação Social e as Comissões Sociais de Freguesia ou ainda o apoio domiciliário aos domingos e feriados.

Mónica Seidi lembrou também os chumbos consecutivos do PS ao Complemento Regional de Pensão, atualmente com 35 353 beneficiários, e ao Complemento Regional de Abono de Família, que abrange 36 205 mil crianças.

Também na aérea da Educação o PSD/Açores propôs o reforço do Fundo de Ação Social Escolar, para derrubar as barreiras de aprendizagem, mas, por dois anos consecutivos, “o PS preferiu sacrificar os cerca de 65% dos alunos que beneficiam deste apoio para não reconhecer que a razão estava do nosso lado”.

“Não tenhamos ilusões: sem as transferências sociais estaríamos perante taxas de risco de pobreza muito mais elevadas”, disse, para frisar que “a situação social nos Açores é o resultado de um governo que não governa para resolver os problemas da população, mas que vive preocupado com sua sobrevivência política, descurando a sustentabilidade e o progresso social de todos os açorianos não servindo, assim, os verdadeiros desígnios da autonomia regional”.

“O que o Partido Socialista fez foi destruir o sonho da autonomia, agravar a coesão territorial e social e, assim, gerar pobreza”, concluiu Mónica Seidi.

Notícias relacionadas