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O líder parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa dos Açores acusou hoje o PS de “irresponsabilidade” e de apresentar “um chorrilho de mentiras” na intervenção sobre o orçamento regional para 2023.

“O deputado Carlos Silva [PS] esteve aqui a dizer um chorrilho de mentiras. Isso é irresponsável. Essa irresponsabilidade do presente já foi irresponsabilidade do passado”, afirmou João Bruto da Costa, deputado do PSD, um dos partidos que compõem a coligação de governo, a par do CDS-PP e do PPM.

O parlamentar falava na intervenção de abertura do debate sobre o Plano e Orçamento regionais para 2023, no plenário que hoje começou na Assembleia Legislativa, na cidade da Horta, ilha do Faial.

Para Bruto da Costa, “o PS ainda não compreendeu que os açorianos não escolheram continuar com as ideias do PS”.

“Temos trazido um caminho diferente, alternativo. É confrangedor que o PS e Vasco Cordeiro [ex-presidente do Governo Regional e atualmente deputado e líder do PS/Açores] ficam incomodados com os resultados desta governação e fazem críticas assentes na mentira”, acusou.

Para o PSD, o PS e Vasco Cordeiro “são irresponsáveis no presente tal como foram no passado”.

“Foram os governos presididos por Vasco Cordeiro que levaram à destruição da SATA, à falência do que conhecíamos como a nossa SATA. O senhor [Vasco Cordeiro] foi irresponsável enquanto presidente do Governo – fez dívida para resolver problemas da SATA, mas não resolveu problema nenhum. Os Açores tem 3.600 milhões de razões para dizer que Vasco Cordeiro foi irresponsável”, continuou o parlamentar do PSD.

De acordo com o social-democrata, o PS e o governo de Vasco Cordeiro “puseram os Açores amarrados à dívida”, deixando a região com “os piores indicadores sociais da Europa”.

“Não apreenderam nada com os erros do passado”, disse.

Segundo Bruto da Costa, o atual governo cortou “nos impostos e nas ideias do PS para a região”.

“Nesses cortámos, de certeza, porque o caminho que nos trouxeram foi de irresponsabilidade”, vincou.

“Se não fosse este governo, os Açores não estariam melhores”, insistiu, destacando o “apoio aos juros da habitação”, previstos no orçamento para 2023.

O deputado observou ainda que “a ação deste governo já devolveu 140 milhões de euros em impostos que deixaram de ser cobrados”.

Quanto ao Plano e Orçamento, que vão ser debatidos e votados no plenário que hoje começou, Bruto da Costa considerou serem “documentos fundamentais para os Açores enfrentarem tempos difíceis e encontrar soluções para o futuro, que permitam aos Açores debelar a crise internacional”.

“São documentos que têm a credibilidade e o realismo necessários para dar às famílias e empresas as respostas necessárias. Essa credibilidade resulta, desde logo, dos pareceres dos parceiros sociais”, assinalou.

Para o deputado, o governo regional “esteve à altura”.

“Estes documentos provam que este governo regional assume, perante os açorianos, a responsabilidade de apresentar as medidas que nos permitirão olhar para as dificuldades com realismo e confiança no futuro”, asseverou.

São “documentos que têm como vetor fundamental a questão da responsabilidade”, frisou.

O Orçamento dos Açores para 2023, de cerca de 1,9 mil milhões de euros, começou hoje a ser debatido no plenário da Assembleia Legislativa Regional, onde a votação final global deve acontecer na quinta ou na sexta-feira.

A Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM, dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um deputado independente (eleito pelo Chega).

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação.

A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e com o deputado independente Carlos Furtado (ex-Chega) e o PSD um acordo com a IL.

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