PSD/A diz que a ampliação do Aeroporto da Horta não pode ser confundida com áreas RESA

O PSD/Faial alertou hoje, em comunicado, que a ampliação da pista do Aeroporto da Horta não pode ser confundida, nem reduzida, à mera construção das áreas de segurança RESA.

A estrutura liderada por Carlos Ferreira afirma que “qualquer intervenção pública que misture estes dois conceitos – ampliação da pista vs. construção das áreas RESA – está a contrariar a luta dos faialenses pelo aumento efetivo do comprimento útil do seu aeroporto e por mais e melhores acessibilidades aéreas à ilha do Faial”.

A Comissão Política de Ilha refere que se assistiu a esta confusão propositada em fevereiro de 2019, na visita de Carlos César ao Faial, e que se voltou ontem a assistir à mesma confusão nas declarações do deputado João Castro, citado em nota de imprensa do PS dos Açores, ao referir-se à inclusão da ampliação do aeroporto no âmbito da Lei do Orçamento do Estado e do Plano Nacional de Investimentos, afirmando que tal “permite a afetação de fundos, visando as RESA recomendadas, que permitirão melhorar a operação”.

“A ambição dos faialenses e o objetivo da sua luta por melhores acessibilidades, quanto ao Aeroporto da Horta, visa a ampliação da pista para, pelo menos, 2.050 metros de comprimento útil”, clarificam os sociais-democratas faialenses.

A comissão política esclarece que só a ampliação efetiva da pista, para além das áreas de segurança, permitirá às aeronaves A320 da SATA/Azores Airlines operar no Aeroporto da Horta sem as atuais penalizações ao nível do peso, que só a ampliação da pista permitirá a operação dos aviões A321Neo que a SATA tem vindo a adquirir e que com o comprimento atual não podem operar no Faial, e que a ampliação efetiva da pista é também necessária para diminuir os cancelamentos e divergências de voos para outros aeroportos, bem como para atrair outras companhias aéreas que possam complementar o serviço da SATA e melhorar as acessibilidades ao Faial e àquela área do arquipélago.

O comunicado social-democrata refere que nos últimos dois anos não foram aproveitadas duas grandes oportunidades para concretizar o investimento, nomeadamente, na renegociação realizada entre 2018 e janeiro de 2019 do contrato de concessão de serviço público aeroportuário entre o Governo da República e a ANA, repetindo o erro de 2012, bem como a falta de concretização prática da referência ao aeroporto da Horta na Lei do Orçamento de Estado para 2019.

Quanto às áreas de segurança, o PSD/Faial lembra que antes de qualquer previsão no Orçamento de Estado, já a ANA tinha inscrito no seu plano estratégico 2018-2022 um valor de 10,5 milhões de euros para repavimentar a pista e construir/aumentar as áreas RESA do Aeroporto da Horta, em 90 metros em cada cabeceira da pista.

Por isso, pode ler-se no comunicado, “qualquer tentativa de apropriação do investimento da empresa concessionária é ilegítima”.

O PSD/Faial reforça o seu entendimento de que a ampliação da pista do Aeroporto da Horta para, no mínimo, os 2.050 metros, “deve assentar numa parceria entre o Estado, a ANA e a Região, com candidatura a fundos comunitários, enquanto investimento de relevante interesse para o Faial e para os Açores”, e alerta que “a última grande oportunidade para a sua concretização é ser realizada em simultâneo com a construção das áreas RESA por parte da ANA/Vinci”.