PS recusa adiar investimento de 14 milhões no Porto da Horta

“O Terminal Marítimo de Passageiros do Porto da Horta foi testado em modelo físico no Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Isto aconteceu e há oposição que nega este facto”, afirmou Tiago Branco. O deputado do Grupo Parlamentar do Partido Socialista intervinha, esta terça-feira, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, onde defendeu também a necessidade de continuar a investir no porto da Horta na discussão de um projeto de resolução do Bloco de Esquerda que defendia o adiamento de novos investimentos.

“O que resta deste projeto de resolução é adiar esta obra porque a oposição quer duplicar um estudo, quer duplicar uma coisa que já existe e, por outro lado, quer que se pare a obra. Nós, Partido Socialista, não queremos que este investimento pare, queremos pó-lo ao serviço dos faialenses de acordo com aquilo que são as pretensões dos seus operadores”, afirmou Tiago Branco.

Para o deputado socialista é fundamental continuar o trabalho que está a ser desenvolvido, defendendo que o projeto, que está a ser revisto, deve ter em conta quem diariamente opera nesta infraestrutura. “Tudo o que for resultado da revisão deste projeto será feito em consonância com os operadores do porto da Horta, eles estão a participar ativamente neste processo”, lembrou.

Tiago Branco lembrou ainda que os deputados do PSD eleitos pelo Faial não podem desafiar o Governo “a abrir o debate sobre o projeto de requalificação do porto da Horta” e depois dizer, quando isso acontece, que tal atitude “é uma desculpa para adiar o investimento”.

“O Grupo Parlamentar do Partido Socialista não pode concordar que se trave este investimento, um investimento de 14 milhões de euros que não deve ser desperdiçado e que é fundamental para continuar a melhorar as condições de operacionalidade e segurança do Porto da Horta e as condições de funcionamento dos diversos sectores de atividade portuários, num processo que está a envolver todas as entidades que integram a Comissão Municipal para os Assuntos do Mar”, concluiu Tiago Branco.