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O PS venceu no domingo as legislativas regionais dos Açores, mas, em números absolutos, perdeu 2.573 votos em relação a 2016, enquanto o PSD, o segundo mais votado, cresceu, tendo obtido mais 6.301 votos do que há quatro anos.

Segundo dados oficiais da Direção Regional de Organização e Administração Pública (DROAP), o PS conseguiu 30 mandatos em 2016, com 43.274 votos (46,43%), quando domingo reduziu o número de votos para 40.701 (39,13%), menos 2.573, obtendo 25 mandatos, insuficientes para a maioria absoluta.

O PPD/PSD, a segunda força mais votada nas eleições de domingo, obteve 28.790 votos (30,89%) em 2016 e 35.091 votos (33,74%) no domingo, mais 6.301 votos, que lhe valeram 21 mandatos, mais três do que nas legislativas regionais anteriores.

Além do PS e do PSD, em termos de números absolutos e em relação aos partidos que já se candidataram em 2016, o CDS-PP perdeu votos, o BE ganhou.

Por outro lado, candidataram-se pela primeira vez o Chega e a Iniciativa Liberal (IL) e conseguiram, respetivamente, dois mandatos e um mandato.

O CDS-PP continua a ser a terceira força do arquipélago, conseguiu no domingo 5.734 votos (5,51%) e três mandatos, menos 640 votos do que em 2016, quando obteve 6.674 votos (7,16%) e teve quatro mandatos.

O PPM, com 2.431 votos (2,34%), manteve um mandato, tal como em 2016, altura em que obteve 866 votos (0,93%), menos 1.565 votos do que domingo. O partido, em conjunto com o CDS-PP, conseguiu 115 votos (0,11%) no Corvo e elegeram assim um deputado regional.

O Chega não concorreu aos Açores em 2016 e posicionou-se no domingo como a quarta força política mais votada, com 5.260 votos (5,06%) e conseguiu dois mandatos.

O Bloco de Esquerda, que em 2016 foi a quarta força política, com 3.410 votos (3,66%) e dois mandatos, conseguiu agora manter o número de mandatos e reforçou o número de votos, obtendo 3.962 (3,81%), mais 552 do que nas legislativas anteriores.

A Iniciativa Liberal (IL), que também não concorreu em 2016, obteve no domingo 2.012 votos (1,93%) e elegeu um deputado regional pelo círculo regional de compensação.

O PAN conseguiu 2.004 votos (1,93%), reforçando a sua votação em 672 votos, e entrou pela primeira vez no parlamento com outro dos mandatos pela compensação, quando em 2016 tinha sido a sexta força política, com 1.332 votos (1,43%).

O PCP-PEV, com 1.745 votos (1,68%) saiu do parlamento regional, onde em 2016 teve um deputado regional depois de obter 2.431 votos (2,62%), mais 686 do que no domingo.

Também sem mandatos ficou outro dos candidatos novos, o Partido Aliança, com 422 votos (0,41%).

O Livre, com 362 (0,35%), mais 135 do que os 227 das legislativas anteriores, o MPT, com 157 votos (0,15%), menos 186 do que os 343 obtidos em 2016, e o PCTP/MRPP, que desceu de 302 votos em 2016 para 144 no domingo (0,14%), menos 158 votos, também não obtiveram nenhum dos lugares.

Em 2016 candidataram-se ainda outros partidos que agora não o fizeram: o PURP, que obteve então 451 votos (0,48%), o PDR com 84 votos (0,09%) e o MAS, com 66 votos (0,07%).

Os brancos foram 2.618 (2,52%) e os nulos 1.251 (1,20%) no domingo, ambos em números inferiores a 2016, quando tinham sido de 2.699 (2,90%) e de 2.248 (2,41%), mais 81 e mais 997 votos, respetivamente.

O parlamento açoriano tem agora oito forças políticas diferentes. Em 2016, eram seis os partidos com assento no parlamento regional

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