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“Tendo em conta que se verifica um número considerável de casos em sede de contexto escolar com várias turmas, de diversos níveis de ensino, em isolamento profilático, mesmo daqueles que têm o processo de vacinação completa, a testagem dos alunos do Faial é premente e justificada”, defende o PS do Faial, em comunicado.

Para o PS/Faial, “a decisão do Governo Regional [PSD/CDS-PP/PPM] de testar em massa os alunos do 1.º e 2.º ciclos das ilhas de S. Miguel e Terceira, considerando que estas são as únicas onde existe transmissão comunitária de covid-19, não se justifica uma vez que se verifica o contínuo aumento de casos em todas as ilhas, destacando-se, de forma preocupante, os números da ilha do Faial, quer em termos de casos ativos, quer de números de internamentos”.

O partido alerta que, na quinta-feira, quando começou a testagem em massa nos alunos de São Miguel e Terceira, “o Faial apresentava um total de 253 casos ativos, correspondendo à ilha com maior número de incidências no total da população, quando comparado com as restantes ilhas do arquipélago”.

“A não deteção atempada de situações de covid-19, nomeadamente junto dos mais jovens, poderá conduzir à infeção de franjas da população mais vulneráveis”, realça.

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O Secretariado da ilha do Faial do Partido Socialista entende que a testagem massiva dos alunos devia estender-se também “a todos os níveis de ensino, discordando da opção do Governo Regional que decidiu testar apenas alguns alunos e em apenas duas ilhas”.

O PS/Faial sustenta também que é preciso “reforçar a testagem” naquela ilha, pois, “apesar das iniciativas de diferentes entidades públicas e particulares para permitir o acesso à testagem”, os números disponibilizados dizem “que não foi possível alcançar um número considerável da população”.

Foi o que aconteceu, dizem, “com a testagem massiva, promovida pelo município da Horta e pela Unidade de Saúde da ilha do Faial, que abrangeu, apenas, cerca de mil pessoas”.

Para o secretariado, na atual fase da pandemia, “mesmo com a diminuição do número de dias de isolamento, o crescimento exponencial de casos de covid-19 poderá pôr em causa o normal funcionamento das empresas, das instituições e a normalidade”.

Os Açores diagnosticaram, nas últimas 24 horas, 543 novos casos de covid-19, havendo ainda a registar um óbito e mais 225 recuperações, segundo o comunicado de hoje da Autoridade de Saúde Regional.

Segundo a Autoridade de Saúde dos Açores, em São Miguel estão 26 pessoas no Hospital do Divino Espírito Santo, dos quais sete em cuidados intensivos.

No Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira há cinco doentes internados, estando três no Hospital da Horta, no Faial, com um em cuidados intensivos.

O arquipélago regista presentemente 3.469 casos ativos de covid-19, sendo 2.337 em São Miguel, 545 na Terceira, 262 no Faial, 197 no Pico, 58 em Santa Maria, 41 nas Flores, 22 em São Jorge, quatro no Corvo e três na Graciosa.

A covid-19 provocou 5.519.380 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 19.237 pessoas e foram contabilizados 1.814.567 casos de infeção, segundo a última atualização da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

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