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“Este momento marca o alargamento da plataforma política Mais Lisboa. E tem, por isso, uma grande importância. É o momento em que nós nos juntamos e transmitimos de forma muito clara à cidade, aos lisboetas, que aqui estamos […] pela continuidade de um projeto político que fez avançar como poucos a cidade de Lisboa”, declarou Fernando Medina.

O cabeça de lista da coligação PS/Livre à Câmara de Lisboa falava no Museu da Cidade, no Campo Grande, onde foram renovados os acordos com a associação política Cidadãos por Lisboa e com a associação cívica Lisboa é Muita Gente.

“Uma Lisboa mais verde, uma Lisboa mais participada e uma Lisboa mais cidadã”, são algumas das ambições deste projeto político, destacou Fernando Medina na sua intervenção.

“É este o sentido destes acordos, que renovam o que tínhamos, projetam para o futuro, modernizam, atualizam, ampliam a nossa plataforma e permitem-nos afirmar que aqui estamos de novo para servir Lisboa”, sublinhou.

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A presidente da associação política Cidadãos por Lisboa (CPL), Paula Marques, recordou que os CPL – movimento fundado por Helena Roseta em 2007 e que se tornou associação este ano – concorrem nas listas do PS às autárquicas há 12 anos.

“São 12 anos de entendimento, de compromissos, de respeito pela diferença e de respeito pela pluralidade”, considerou Paula Marques, sustentando que “este projeto é mais do que a soma das partes”.

Relativamente às medidas que constam do “acordo coligatório” com o PS, a atual vereadora da Habitação no município destacou a importância de continuar “a aumentar o parque público habitacional em todas as freguesias da cidade” e a realização de um “programa de cooperativas de inquilinato”.

Defendeu também “um urbanismo que esteja mais ao serviço das pessoas” e “que não seja engolido pela especulação imobiliária”.

Transportes públicos com melhores condições, um turismo “compatível com o bem-estar na cidade”, a diminuição dos impactos da operação do Aeroporto Humberto Delgado, o combate ao racismo, à xenofobia e ao preconceito com a comunidade LGBTI são outros dos objetivos para o próximo mandato autárquico previstos no documento.

Por seu turno, em representação da associação cívica Lisboa é Muita Gente, José Sá Fernandes, vereador com funções executivas na Câmara de Lisboa há 14 anos, lembrou que vai sair da autarquia, mas considerou que o acordo hoje firmado representa que o pelouro do Ambiente (que tutela) “não vai desaparecer”.

Fazendo um balanço dos últimos 14 anos, Sá Fernandes afirmou que “os últimos dois anos devem ter sido os anos mais difíceis da cidade” devido à pandemia de covid-19, alertando que também o início do próximo mandato será marcado por mais dificuldades em relação ao início do atual.

O acordo político com a associação Lisboa é Muita Gente estabelece um conjunto de prioridades para o período 2021-2025, designadamente no que diz respeito à defesa da infraestrutura verde, combate às alterações climáticas, ligação ao Tejo e ao mar e à melhoria da gestão municipal.

A Câmara de Lisboa é atualmente composta por oito eleitos pelo PS (incluindo dos Cidadãos por Lisboa e do Lisboa é Muita Gente), um do BE (que tem um acordo de governação do concelho com os socialistas), quatro do CDS-PP, dois do PSD e dois da CDU.

Na corrida à presidência da autarquia foram até agora anunciadas as candidaturas de Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), João Ferreira (CDU), Bruno Horta Soares (IL), Nuno Graciano (Chega), Beatriz Gomes Dias (BE), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt) e João Patrocínio (Ergue-te).

As eleições autárquicas estão marcadas para 26 de setembro.

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