PS/Corvo lamenta comportamento do deputado Paulo Estêvão e instrumentalização da comunidade escolar

O Secretariado do Partido Socialista da Ilha do Corvo (PS/Corvo) vem, por este meio, lamentar aquilo que considera ser um comportamento político desadequado e desproporcionado do deputado Paulo Estêvão e da Presidente do Conselho Executivo da Escola Mouzinho da Silveira, Deolinda Estêvão.

No dia de ontem, os encarregados de educação e alguns alunos desta escola foram chamados ao seu conselho executivo, tendo sido persuadidos a manifestar-se e apoiar o deputado Paulo Estêvão na greve de fome que o mesmo tem feito.

Parte dos pais assinaram um documento, produzido na escola, a recusar a compensação monetária aos encarregados de educação, para que confecionem em casa as refeições dos seus educandos, visto não existir cantina escolar. O documento em causa, elaborado pela Senhora Presidente do Conselho Executivo, avança argumentos que não correspondem à verdade.

Os valores a receber pelos encarregados de educação, por cada aluno que tenham a estudar na EBS Mouzinho da Silveira, correspondem à compensação a que têm direito, de acordo com o escalão de ação social escolar definido, em função dos rendimentos familiares. De referir que apenas três alunos estão enquadrados no primeiro escalão, ou seja, naquele que beneficia de maiores apoios.

O PS/Corvo repudia que os membros do PPM estejam sistematicamente a instrumentalizar alunos e encarregados de educação, procurando gerar uma crise artificial, onde ela não existe, chegando ao ponto de abordar a Escola para que esta fechasse portas, em solidariedade com o deputado Paulo Estêvão.

No Corvo, devido à proximidade, os alunos têm a oportunidade de almoçar em ambiente familiar, ao contrário de muitos milhares de alunos, que não o podem fazer.

No Corvo, felizmente, não existe desemprego nem problemas sociais, muito menos fome.

Acresce que a Câmara Municipal do Corvo apoia a Escola, anualmente, oferecendo o pão e o leite para o lanche a todos os alunos, mesmo aqueles que não têm escalão social. No entanto, a escola cobra 30 cêntimos aos alunos, por uma sandes de manteiga.

Toda esta situação não passa de uma teimosia política, de um capricho do deputado Paulo Estêvão, que procura instrumentalizar toda a comunidade escolar, em seu benefício político.

Existem prioridades mais prementes para a ilha do Corvo e, felizmente, é nessas que o Governo Regional se encontra concentrado, com várias medidas de apoio aos jovens Corvinos e à população em geral.