PS/Congresso: “Foi bom” Costa colocar-se ao lado de propostas como a eutanásia

A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa afirmou hoje que “foi bom” o secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, colocar-se ao lado de propostas “diruptivas” do partido como a eutanásia.

Questionada se ficou satisfeita com o apoio declarado de António Costa, na sua intervenção inicial no 22.º Congresso do PS, que hoje começou na Batalha, distrito de Leiria, Maria Manuel Leitão Marques começou por responder que “é uma proposta do PS, não é uma proposta do Governo”.

“Mas, creio que foi bom o secretário-geral colocar-se ao lado de algumas das propostas disruptivas, por assim dizer”, declarou Maria Manuel Leitão Marques.

Interrogada sobre as questões suscitadas com as declarações de rendimentos que os titulares de cargos públicos têm de entregar no Tribunal Constitucional, a ministra adiantou que teve de rever a sua “porque não tinha declarado quantos quartos, quantas casas de banho” tinha na sua residência.

“Foi o Tribunal que me pediu para retificar porque um campo da declaração não estava travado com aquele traço e porque na descrição da minha casa tinha dito a área, mas não quantos quartos e quantas casas de banho”, informou.

A governante precisou que esta situação tem três anos.

“Pensamos que todos terão feito bem as declarações, porque quando não fazemos o Tribunal devolve para retificações, como aconteceu no meu caso”, referiu, dizendo que não sabia ser necessário “descrever a casa com tanto detalhe”, mas numa próxima vez até vai dizer “se tem lareira, se não tem lareira”.

O secretário-geral do PS, António Costa, defendeu hoje que a aprovação da despenalização da eutanásia será mais uma forma de alargar a liberdade pela qual os socialistas lutaram desde a fundação do partido.

Na sua intervenção inicial perante o 22.º Congresso do partido, António Costa salientou que o PS se fundou na batalha pela liberdade e é esse valor que faz com que “nenhum português tenha dúvidas em saber o que é o PS e onde está o PS”.

“Podemos dizer que estamos onde sempre estivemos com a mesma convicção que podemos dizer que estaremos exatamente onde estamos”, assegurou.

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