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O PS/Açores entregou hoje um requerimento na Assembleia Regional no qual alerta para a falta de areia destinada à construção civil nas ilhas do Pico e Graciosa, pedindo ao executivo açoriano medidas para “resolver a situação”.

No documento, divulgado hoje à agência Lusa, os socialistas lembram que “uma matéria-prima como a areia é fundamental para o setor da construção civil” e alertam que a Graciosa e o Pico “estão sem areia”.

“O que pensa o Governo fazer para garantir o normal e regular fornecimento de areia para a construção civil das ilhas Graciosa e Pico?” questiona o PS no requerimento.

O partido pergunta ainda ao Governo Regional, de coligação PSD/CDS-PP/PPM, se tem “conhecimento da falta de areia” nas ilhas, reforçando que as “falhas no fornecimento têm ocorrido com demasiada frequência nos últimos meses”.

O PS afirma que as empresas de construção da Graciosa e do Pico “estão prestes a parar a sua atividade”, o que vai provocar “prejuízos para a economia dessas ilhas já de si debilitadas perante o contexto da pandemia e da guerra na Europa”.

Em comunicado, PS critica ainda o executivo regional, liderado por José Manuel Bolieiro, que “tem sido incapaz de resolver os problemas das empresas e das famílias perante o significativo aumento dos fatores de produção”.

Na nota de imprensa, os socialistas dizem ser “importante” que o Governo Regional “esteja ciente da gravidade deste problema”, relacionado com a escassez de areia.

As empresas de construção estão a dar orçamentos com validade cada vez mais curta devido às incertezas geradas pela escalada dos preços das matérias-primas, energia e materiais e às disrupções das cadeias logísticas, avançou a associação setorial nacional na quarta-feira.

“Perante os atuais níveis de incerteza, é necessário reconhecer que a orçamentação é uma tarefa muito complexa, porque as empresas são confrontadas diariamente com oscilações de preços, escassez de produtos ou prazos de fornecimento anormalmente longos, pelo que se verifica uma tendência de encurtamento dos prazos de validade dos orçamentos”, afirmou o presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), em declarações à agência Lusa.

Segundo Manuel Reis Campos, “a este problema acresce, ainda, a falta de mão de obra qualificada, identificando-se a necessidade de 80 mil trabalhadores no setor, pelo que é inevitável que esta conjuntura tenha reflexos na atividade do setor e, consequentemente, afete a capacidade das empresas para assegurar os seus custos operacionais e manter os preços orçamentados”.

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