Pub

Segundo uma nota de imprensa do PS/Açores, os socialistas entregaram um requerimento no parlamento regional em que questionaram o Governo dos Açores, da coligação PSD/CDS/PPM, sobre “em que consiste o Centro de Multimeios, quando começará a funcionar e onde será a sua sede”, a par de “quais os meios que lhe estarão afetos e o valor global do seu funcionamento”.

O PS questionou ainda “quais serão as suas funções e quem será o seu coordenador [do Centro de Multimeios]”.

Os socialistas pediram que seja disponibilizada a lista “com os funcionários da Administração Pública e com os nomeados que integrarão este centro, com referência aos funcionários, vencimento, conteúdo funcional e funções a desempenhar no Centro de Multimeios”.

Para o deputado do PS/Açores Berto Messias, citado na mesma nota, o Governo Regional vai extinguir o GACS “mas, em alternativa, vai criar o Centro de Multimeios, uma estrutura com funções iguais, com as pessoas que desempenham funções no GACS e com reforço de meios e de áreas de intervenção”.

Pub

O deputado considerou que se está perante “mais um truque que o executivo tenta fazer, anunciando uma coisa e fazendo exatamente o seu contrário”.

“É lamentável esta encenação de uma suposta reformulação e poupança com a extinção de um serviço, fazendo propaganda pública com essa medida, quando na verdade se vai é reforçar a atividade desse gabinete”, acrescentou.

“Todo este processo está envolto em falácias e equívocos, a começar, por exemplo, pelas declarações do deputado Paulo Estevão [do PPM], enquanto supositício porta-voz do Governo, anunciando a extinção do GACS até ao final do mês de fevereiro, um anúncio falso, tendo em conta que continua em funcionamento, passados quase três meses do referido anúncio”, disse ainda o deputado.

O PPM/Açores foi um dos partidos da coligação açoriana que defendeu a extinção do GACS, tendo esta pretensão sido salvaguardada no programa do Governo dos Açores.

Berto Messias apontou que “basta uma breve passagem pelo portal da internet do Governo Regional ou a leitura das notas de imprensa produzidas pelo GACS para facilmente se perceber que o modelo utilizado agora, pelo atual Governo dos Açores, é exatamente igual ao modelo utilizado nos governos anteriores, no âmbito da informação prestada ao público sobre a atividade do executivo e dos seus membros”.

O deputado referiu que “é falso que os assessores de imprensa dos anteriores governos façam parte integrante do GACS e, também, é falso que atualmente não existam assessores nas várias secretarias regionais e na presidência do Governo”, uma vez que “existem assessores, em maior número e a auferir mensalmente mais do que os anteriores assessores do Governo do Partido Socialista”.

Pub