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O PS/Açores propôs hoje que o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) reforce o financiamento das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) em 2023 e atribua um apoio extraordinário em 2022, devido à inflação.

“Defendemos que, já em 2022, seja feita uma adenda urgente aos acordos de cooperação com estas instituições, para que seja possível avaliar o impacto da inflação já em 2022, de forma a que possam ter os aumentos necessários para mitigar esses impactos”, afirmou o deputado socialista Berto Messias.

O parlamentar falava na Praia da Vitória, na ilha Terceira, à margem de uma reunião com o presidente da União Regional de Instituições Particulares de Solidariedade Social dos Açores (URIPSSA), João Canedo.

Segundo Berto Messias, as IPSS registaram “um crescimento significativo” de despesas com a alimentação, em 2022, face ao período homólogo.

“O setor social precisa de uma atenção especial para poder mitigar os impactos da inflação e da escalada de preços nas mais variadas dimensões, quer na alimentação, quer nos bens e serviços de prestação de cuidados aos utentes dessas instituições”, frisou.

Para além de um apoio adicional em 2022, o PS defende uma atualização do valor dos contratos programa com as IPSS no Orçamento da Região para 2023.

“Muitas vezes falamos das empresas e das famílias, que estão no centro das nossas preocupações, mas também o setor social deve ser alvo de uma atenção especial”, salientou.

“Estamos a falar de um setor muito significativo na nossa região, que tem cerca de 4.000 trabalhadores e que presta cuidados a milhares de pessoas nas suas diversas dimensões”, acrescentou.

O executivo açoriano reforçou o financiamento das IPSS e Misericórdias no biénio 2021-2022, em 04 milhões de euros, mas Berto Messias considerou que esse reforço não pode servir de justificação para que não haja um novo aumento de verbas em 2023.

“Temos hoje um contexto económico e social que é vivido por todos nós nos juros dos nossos créditos à habitação, nos valores do cabaz de alimentos. Há uma mudança significativa de contexto que não se coaduna com esses argumentos de que havendo aumentos no passado recente, em termos de valor padrão, isso não deva ser agora acautelado nesta fase”, apontou.

Para o deputado socialista, o Governo Regional também não se pode escudar na descida de impostos, que ocorreu no início de 2022, para não implementar novas medidas de mitigação da inflação.

“São questões diferentes, num contexto diferente e o governo usando da sua autonomia tem de se chegar à frente e mitigar esses impactos, à semelhança daquilo que sempre fizemos, quer na crise do ‘subprime’ no início da última década, quer na crise da pandemia [de covid-19]”, afirmou.

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