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“Recebemos por parte da comunidade alguns alertas sobre situações de violência que estavam a acontecer com alguma frequência, praticamente diariamente, aqui na escola. Para tentarmos perceber o que é que efetivamente estava a acontecer pedimos uma reunião com o conselho executivo, que prontamente aceitou e foi-nos confirmado exatamente isso”, disse o deputado do PS/Açores Carlos Silva, em declarações aos jornalistas.

O grupo parlamentar do PS/Açores reuniu-se hoje com o conselho executivo da Escola Rui Galvão de Carvalho, localizada na vila de Rabo de Peixe, no concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, um estabelecimento de ensino com cerca de 1.000 alunos e que está a ser alvo de obras de remodelação.

O aumento de casos de violência na escola básica de Rabo de Peixe levou o conselho executivo a solicitar a permanência de um agente da PSP no local.

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“Estão a ocorrer episódios de violência diariamente. A PSP tem vindo a intervir e está em presença contínua na escola. Isso é, de facto, uma situação que nos preocupa e que exige por parte das entidades públicas e do Governo Regional um plano de ação específico para a comunidade de Rabo de Peixe”, alertou o deputado socialista açoriano.

Carlos Silva assinalou que se trata de “uma escola com cerca de 1.000 alunos, com uma comunidade muito grande”, o que “exige um olhar diferente também sobre a situação” do estabelecimento de ensino.

Em causa está, segundo o deputado, “violência física entre alunos” e que, em “alguns casos, chega a atingir de certa forma os colaboradores”.

“O que nos foi confirmado é que são situações de violência física, sobretudo entre alunos, mas que também chegaram a envolver pais à volta da escola. Chegaram a acontecer alguns episódios com funcionários que tentavam, de certa forma, resolver os litígios que estavam a acontecer”, sustentou.

Carlos Silva adiantou que “a permanência” de um agente da PSP na escola “tem vindo a melhorar um pouco” a situação, segundo os relatos, mas insistiu na necessidade de ser desenvolvido “um trabalho com maior profundidade”, envolvendo “a comunidade, a escola e as entidades publicas, como a Secretaria Regional da Educação e Solidariedade”, alegando que “há uma série de fatores que se relacionam e que exigem uma atenção especial”.

“E isso é também um resultado da falta de assistentes operacionais. Foi-nos dito pelo conselho executivo que faltam meios humanos e com menos meios é mais difícil de acompanhar, fiscalizar toda a ação de uma comunidade que é muito grande”, sustentou.

A escola está a ser alvo de obras de remodelação e as aulas funcionam em instalações provisórias.

“É verdade que a escola está num processo de mudança de instalações e a ser alvo de obras. E tudo isso condiciona a atividade, reconhecemos. Mas, ainda assim, com a situação de recuperação devido à pandemia e com tudo aquilo que está a acontecer, exige-se maior celeridade nas respostas que são solicitadas quer à Segurança Social quer à Educação e uma atenção diferente”, defendeu.

Segundo Carlos Silva, e de acordo com os relatos recolhidos na reunião com o conselho executivo, é necessária “uma maior celeridade nas respostas” logo que “são identificadas situações pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e pela Solidariedade Social”.

“O atraso na resposta condiciona, de certa forma, a resolução do problema, desde a violência a outras situações mais particulares”, considerou.

Carlos Silva realçou “o dinamismo do conselho executivo, dos colaboradores e docentes da escola”, pois com os meios que têm realizam “um trabalho importante” para “tentar garantir as aprendizagens” e “uma convivência saudável com condições que são particularmente difíceis”.

“Cabe ouvir os técnicos, a Secretaria Regional da Educação e perceber o que é que o Governo está a fazer para resolver o problema e exigir pelo menos maior celeridade na resposta ao problema que existe”, sustentou o deputado do PS/Açores.

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