Em comunicado divulgado hoje, o parlamentar socialista Berto Messias lembra que o deputado Paulo Estêvão, do PPM, partido que sustenta o Governo em coligação com o PSD e o CDS-PP, anunciou que o GACS seria extinto em fevereiro, mas “tal não se verificou”.

Assim, face à “informação falsa veiculada pelo deputado Paulo Estêvão, comprovada pelo facto de o Gabinete de Apoio à Comunicação Social continuar em funcionamento, bem como tendo em conta o direito que os referidos trabalhadores têm de saber o seu futuro e o futuro da estrutura em que desempenham funções”, o grupo parlamentar socialista entregou um requerimento no parlamento açoriano em que pede esclarecimentos sobre o assunto.

O documento questiona “qual o destino dos trabalhadores da administração pública regional que desempenham atualmente funções nesse Gabinete” e pede informações sobre “cada trabalhador, respetiva categoria, conteúdo funcional, funções que desempenha, funções que passará a desempenhar e qual o serviço em que será integrado”.

No texto da iniciativa lê-se, ainda, que, “por várias vezes, alguns partidos políticos tentaram criar a ideia de que o Gabinete de Apoio à Comunicação Social era composto por pessoas nomeadas politicamente”, mas, destaca o PS, “com exceção da coordenação, os trabalhadores que integram o GACS são funcionários públicos de pleno direito da administração pública regional”.

O partido realça que os profissionais afetos àquela estrutura “desenvolvem o seu trabalho no âmbito do respetivo conteúdo funcional, desenvolvendo uma importante função de informação pública e de divulgação de informação de interesse público, como, por exemplo, toda a informação referente a questões de Proteção Civil, ou de eventos culturais promovidos pelo Governo Regional”.