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O vice-presidente do PS/Açores, Berto Messias, considerou hoje que o líder do Governo Regional apresentou uma “mão cheia de nada” para as famílias e empresas fazerem face à crise inflacionista.

“A conferência de imprensa do presidente do Governo [dos Açores] mostra um governo esgotado e incapaz de perceber a situação económica e social, sem capacidade para garantir apoios rápidos que cheguem às famílias e empresas rapidamente”, refere Berto Messias, citado numa nota de imprensa.

O governo açoriano anunciou hoje a criação do programa “Mais”, orçado em 10 milhões de euros, para incentivar o aumento salarial, e de um passe social para “evitar o descontrolo” dos preços dos transportes públicos devido à inflação.

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“Vamos implementar o programa Mais, medida de apoio ao incremento salarial, estimando-se abranger até 55 mil trabalhadores por conta de outrem da nossa região”, anunciou o líder do executivo regional (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro.

De acordo com o dirigente socialista, a conferência de imprensa foi “uma mão cheia de nada, com um presidente agarrado ao passado, sempre a criticar os governos anteriores [do PS] e sem capacidade para apresentar medidas efetivas, de impacto imediato, que cheguem à vida diária das pessoas e das empresas”.

“Diz agora que quer monitorizar e acompanhar, com base num novo paradigma, mas acompanhar e monitorizar não resolve nada. Não ajuda o empresário que está confrontado com o aumento das matérias-primas, não ajuda as famílias que vão ao ‘hiper’ e veem os preços a disparar, não ajuda as famílias com a taxa de esforço mensal a aumentar e com as taxas de juro dos créditos à habitação a disparar”, afirma Berto Messias.

O socialista diz ainda que esperava o anúncio de um “pacote de medidas específicas e robustas para combater a inflação e o aumento do custo de vida”, mas o presidente do Governo Regional falou apenas de “medidas antigas, já em vigor, que nada trazem de novo”.

Para o dirigente do partido da oposição, aquilo que se esperava deste executivo era que seguisse “o exemplo do que fizeram os anteriores governos regionais quando confrontados com situações de crise excecionais, criando pacotes de medidas especificas, como aconteceu com a crise do ‘subprime’ no início da última década ou com a crise pandémica”.

“Em ambos os casos o Governo Regional da altura [socialista] chegou-se à frente, primeiro que o resto do país”, afirma.

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