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O líder do PS/Açores acusou hoje o Governo Regional, de coligação PSD/CDS-PP/PPM, de andar “distraído”, ao não ver a “gravidade da situação” das “famílias e empresas” e não tomar iniciativas para mitigar os efeitos do aumento da inflação.

“Parece que o Governo está distraído. Não está a aperceber-se da gravidade da situação que famílias e empresas nos Açores estão a passar fruto do aumento dos custos”, afirmou Vasco Cordeiro.

O presidente do grupo parlamentar do PS na Assembleia Legislativa dos Açores, e antigo chefe do executivo regional, falava numa conferência de imprensa que marcou o encerramento das jornadas parlamentares dos socialistas açorianos, na ilha Graciosa.

Na segunda-feira, o presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, respondeu às criticas da oposição sobre a alegada falta de iniciativa para mitigar os efeitos do aumento da inflação, admitindo reforçar os apoios para as famílias “carenciadas”.

José Manuel Bolieiro lembrou que foi o seu Governo que diminuiu as taxas do IRS (Imposto sobre o Rendimento Singular), do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado), do IRC (Impostos sobre o Rendimento Coletivo) e do ISP (Impostos sobre os Produtos Petrolíferos), até ao “máximo possível previsto na Lei de Finanças das Regiões Autónomas”.

Questionado pelos jornalistas sobre as declarações do chefe do executivo açoriano, o líder da estrutura regional do PS frisou que “a baixa de impostos que aconteceu na região, em 2021, não é resposta para os níveis de inflação” que se verificam este ano.

Para Vasco Cordeiro, o Governo Regional quer “convencer as pessoas” de que “agiu por antecipação, baixando impostos antes da inflação sequer surgir”.

“Dizer que a resposta à subida de inflação é a baixa de impostos ocorrida em 2021 não nos parece que seja a abordagem correta, nem é revelador de uma compreensão correta da dimensão do desafio que temos à nossa frente”, afirmou o líder socialista açoriano.

Vasco Cordeiro voltou a referir que as medidas para mitigar os efeitos do aumento da inflação “já deviam ter sido tomadas”, recordando que “desde novembro do ano passado o PS tem vindo a alertar para a situação”.

E em março deste ano, acrescentou, o partido “apresentou soluções e uma resolução com pedido de urgência, o que foi chumbado”.

O PS “não vê da parte do Governo a capacidade de liderança, a capacidade de apresentar soluções”, criticou ainda, assegurando que os socialistas vão continuar “a apresentar propostas”.

“Só gostávamos era que essas propostas pudessem ser pelo menos analisadas na sua substância e que o Governo as aplicasse para alívio daqueles que estão em situação de maior fragilidade”, afirmou.

O presidente do grupo parlamentar do PS voltou a referir-se à redução do “imposto sobre os combustíveis” como uma medida que o Governo “tem capacidade” para implementar e que iria abranger “famílias e empresas”.

“E, há capacidade para fazer isso, porque o Governo está a receber mais ou menos, um bocadinho mais, o mesmo montante de receita de impostos que recebia em 2021. Estamos a falar até maio de 23 milhões de euros de receita de impostos arrecadada”, explicou.

Na conferência de imprensa, José Ávila, deputado do PS/Açores no parlamento açoriano, eleito pelo círculo eleitoral da Graciosa, criticou a ação governativa em áreas como o turismo, economia, educação e saúde.

Segundo o deputado, as ilhas mais pequenas, como a Graciosa, “sofreram um duplo ataque à coesão que custou tanto a conquistar”, referindo-se ao “fim do transporte marítimo de passageiros, viaturas e carga” e ao “fim dos encaminhamentos dos passageiros aéreos não residentes”.

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