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Os Açores vão ter um coordenador para o processo de vacinação, conforme adiantou na quinta-feira, em conferência de imprensa, o secretário regional da Saúde, Clélio Meneses, que explicou que a decisão se deve à intensificação do processo.

“Na sequência da conferência de imprensa do secretário regional da Saúde e do Desporto, onde foi anunciada a criação de mais um cargo de nomeação, agora para gerir o processo de vacinação, o Grupo Parlamentar do PS/Açores considera incompreensível a criação de mais um cargo de nomeação para o combate à pandemia de covid-19, em concreto para o processo de vacinação”, lamentou o deputado regional Tiago Lopes, citado numa nota de imprensa.

A resolução do Conselho do Governo que cria a Comissão Especial de Acompanhamento da Luta Contra a Pandemia por Covid-19 no arquipélago, sublinhou o parlamentar, já atribui como competência a preparação do plano de vacinação regional contra o vírus SARS-CoV-2 e define que este organismo é composto por um presidente e dois vogais, cujas remunerações mensais ascendem a cerca de 15 mil euros.

Além desta comissão, lembrou Tiago Lopes, a Direção Regional da Saúde e a Autoridade de Saúde Regional têm competências nesta matéria, e o Sistema de Proteção Civil da Região Autónoma dos Açores pode coadjuvar os procedimentos logísticos.

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Por isso, “não se vislumbram razões plausíveis para a criação e nomeação de mais um elemento para gerir a logística do processo de vacinação regional conforme ontem anunciado pelo secretário regional da Saúde e do Desporto”.

“Mais não significa necessariamente melhor, pelo que às estruturas, entidades e comissões, com os diferentes especialistas já existentes, se exige o mesmo empenho, bem como a mesma responsabilidade e rigor que o secretário regional da Saúde e Desporto ontem exigiu às forças de segurança e população no combate a esta Pandemia”, sublinha o deputado.

Na quinta-feira, em Ponta Delgada, durante a conferência de imprensa semanal sobre a pandemia nos Açores, o secretário regional da Saúde disse que “já foi identificada uma pessoa externa, com experiência internacional ao nível da logística na saúde, que vai ficar responsável pelo processo de logística na vacinação”.

Essa decisão “acontece agora porque agora é que chegam em massa vacinas aos Açores”, explicou o governante.

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