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Os deputados socialistas, citados em nota de imprensa, recordam que “no passado dia 08 de fevereiro o grupo parlamentar do PS/Açores tornou público um conjunto de questões sobre alegadas irregularidades no processo de vacinação [e] a única resposta que mereceram do Governo Regional foi a abertura de um inquérito”.

“A nossa leitura é que essa reação do senhor secretário regional da Saúde e do Desporto é, segundo as informações de que dispomos, uma tentativa de fugir às responsabilidades e de esconder o verdadeiro problema que aconteceu e, pelos vistos, ainda acontece, com as irregularidades no processo de vacinação”, é referido em nota de imprensa.

De acordo com os socialistas, “antes de ser uma questão de comportamentos individuais de alegados transgressores, essas irregularidades resultam de falhas graves de orientação, supervisão e controlo da Secretaria Regional da Saúde no processo de vacinação”.

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O Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) determinou na segunda-feira a realização de uma ação inspetiva por parte da Inspeção Regional da Saúde ao processo de vacinação contra a Covid-19, para apurar se existiram irregularidades.

“Na sequência das notícias vindas a público, relativamente à administração de vacinas e da receção das listagens dos vacinados neste primeiro momento da primeira fase, foi determinado por mim, hoje, uma ação inspetiva a cargo da Inspeção Regional da Saúde, no sentido de apurar os factos relativos a vacinas e de eventuais responsabilidades, por alegadas administrações indevidas”, afirmou, em declarações aos jornalistas, o secretário Regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses.

Os parlamentares socialistas referem que o que está escrito no Plano Regional de Vacinação permite “interpretações contraditórias” e a própria secretaria regional “reconhece isso, tanto que emitiu orientações às instituições particulares de solidariedade social que concretizam as determinações genéricas do plano”.

Segundo o PS, essas orientações só foram enviadas às instituições particulares de solidariedade social “bastante depois de, nelas, o processo de vacinação se ter iniciado”.

O grupo parlamentar do maior partido da oposição sublinha que Clélio Meneses tem um conhecimento antecipado das listas nominativas de todas as pessoas que vão receber as vacinas.

“E mesmo com esse conhecimento, os serviços enviaram o número de vacinas em que estavam contabilizadas as pessoas que configuravam utilização indevida”, frisa o PS/Açores, acrescentando que não está definido qualquer mecanismo de supervisão para verificar as listagens de vacinação.

O grupo parlamentar considera que “só depois de estas situações de alegada vacinação indevida terem sido tornadas públicas pelos órgãos de comunicação social é que a Secretaria Regional da Saúde se apercebeu do problema”.

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