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“As mais recentes declarações sobre a suposta alteração na distribuição de dividendos da EDA confirmam a falta de transparência e de verdade nas decisões anunciadas pela coligação que suporta o atual Governo dos Açores”, criticou José Ávila, citado em nota de imprensa.

O socialista defende que “não haverá alteração na política de dividendos, como prometeu o deputado Paulo Estevão”, líder do PPM/Açores, e disse lamentar que o Governo dos Açores “se tenha demitido das suas competências, delegando as decisões num deputado”.

Na terça-feira, o deputado Paulo Estêvão, do PPM, partido que integra o Governo Regional, anunciou que a empresa Eletricidade dos Açores (EDA), detida em 50,1% pela região, vai distribuir, este ano, o valor mínimo de dividendos pelos acionistas.

Segundo o PS/Açores, o valor da distribuição dos dividendos anunciados por Estêvão é “muito próximo do valor distribuído em média dos últimos 14 anos”, uma vez que a “média tem sido de 8,2 milhões de euros por ano e agora foram anunciados sete milhões de dividendos”.

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Para José Ávila, “nem a distribuição de dividendos vai acabar”, nem o valor agora anunciado “é tão diferente do que acontecia em anos anteriores”.

O socialista considera “igualmente grave” a reversão da política de admissão de pessoal na empresa, tal como anunciado pelo líder do PPM/Açores.

Ávila critica Paulo Estêvão por omitir “que cerca de 90% das entradas de pessoal na empresa foram para as áreas de produção e distribuição de energia, que permitiram colmatar a saída de funcionários e preparar o processo de rejuvenescimento do pessoal”.

“Na qualidade de acionista maioritário da EDA, o Governo Regional não se pode manter em silêncio, permitindo que os açorianos sejam iludidos com informações incorretas, como acontece também em relação à situação económica e financeira do grupo EDA”, conclui o parlamentar do PS na Assembleia Legislativa dos Açores.

Segundo Paulo Estêvão, em 2020 foram distribuídos 16,5 milhões de euros de dividendos pelos acionistas, mas, em 2021, dos 14 milhões de euros de lucros do grupo EDA só serão distribuídos sete milhões (o mínimo exigido por lei), dos quais 3,5 milhões para a região, que é acionista maioritária, e 3,5 milhões para os restantes acionistas, onde se incluem a Energia e Serviços dos Açores (ESA), do grupo Bensaúde, e a Energias de Portugal (EDP).

Paulo Estêvão disse ainda que será revertida a política de admissão de pessoal no grupo EDA, alegando que, entre 2016 e 2020, os gastos com pessoal “aumentaram cerca de 23%” e, só em 2020, registaram-se 76 novas admissões.

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