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O PS/Açores acusou hoje o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) de estar “atrasado no combate aos impactos da inflação”, criticando o executivo pela “inação e falta de concretização” no apoio a famílias e empresas.

“As declarações de sexta-feira do presidente do Governo no âmbito da reunião do Conselho Económico e Social dos Açores mostram que o executivo está alheado da realidade e atrasado no combate ao impacto da inflação nas empresas e famílias açorianas”, disse o vice-presidente do PS/Açores, , citado num comunicado do partido.

Na sexta-feira, após presidir à reunião do Conselho Permanente de Concertação Social, o presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, disse que o executivo estava a trabalhar num sistema de monitorização de preços, na capitalização das empresas, no apoio ao crédito à habitação e à mitigação da subida da fatura energética, entre outras medidas para responder à crise inflacionista.

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“Como é possível que só a 06 de janeiro de 2023, quando o país e toda a União Europeia tratam este assunto há vários meses, com medidas concretas de apoio às famílias e empresas, é que o presidente do Governo anuncie medidas em abstrato, que ninguém conhece, nem tão pouco sabe o alcance que terão e, nalguns casos, já anunciadas pelo PS, como a amenização dos custos da energia?”, questiona hoje Berto Messias.

Para o PS/Açores, “o Governo já deveria ter apresentado um pacote de medidas específicas e concretas para combater o impacto da inflação na vida dos açorianos em 2022”.

Para o também deputado regional do PS, “na verdade, o presidente do Governo apresenta uma mão cheia de nada, não percebendo a realidade nem o impacto que a inflação já teve e está a ter no custo de vida, no aumento das matérias-primas, no custo dos bens essenciais e nas taxas de juro”.

Além disso, “tenta passar para outros responsabilidades que são suas, invocando o Estado”, afirma o socialista.

“Tomara que o Governo Regional tivesse adotado as medidas que foram criadas pelo Governo da República. Ao invés de estar sempre a criticar o Governo da República, tentando arranjar um inimigo externo para disfarçar as suas incapacidades, deveria inspirar-se quer nas medidas quer na rapidez com que foram tomadas”, sustenta o vice-presidente.

Berto Messias lembra que o PS/Açores apresentou um Plano de Emergência Social e Económica dos Açores em 2022, “com medidas concretas e abrangentes de apoio às empresas e famílias açorianas, que infelizmente foi chumbado pelos partidos que compõem a coligação de apoio ao Governo”.

“Fizeram-no sem apresentar alternativas e não percebendo que para atacar o PS estão a prejudicar as famílias e as empresas açorianas”, lamenta.

Berto Messias critica ainda que, “pela primeira vez na história recente da Autonomia democrática, o Governo dos Açores não avance rapidamente, primeiro do que o resto do país, com medidas concretas e de rápida execução que amenizem os impactos inflacionistas e reduzam os custos de vida e a taxa de esforço mensal das famílias”.

“Assim fizemos na crise do ‘subprime’ no início da última década e assim fizemos na crise da pandemia [covid-19]. Lamentamos que, desta forma e com esta inação e falta de concretização do Governo, o contexto económico e social externo sejam ainda piores”, referiu Berto Messias.

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