Propostas de alteração ao POSEI 2019 dão resposta aos desafios da agricultura, afirma João Ponte

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou hoje, em São Miguel, que a proposta final de revisão do programa POSEI para 2019, que os Açores vão apresentar, dá resposta aos desafios da agricultura, afetando, por exemplo, mais verbas para a área da diversificação agrícola, que tem registado um grande crescimento.

“A proposta que vamos enviar à Comissão Europeia é uma boa proposta, que dá resposta aqueles que são os desafios da agricultura”, frisou João Ponte, que falava no final de uma reunião com a Direção da Federação Agrícola dos Açores.

O titular da pasta da Agricultura salientou que o valor anual do POSEI nos Açores são 70 milhões de euros, um valor “insuficiente” para as necessidades e para fazer face ao crescimento que que as produções agrícolas têm registado, mas até ao final do atual Quadro Comunitário de Apoio não haverá nenhuma alteração do orçamento.

João Ponte recordou que já foi possível anular o corte de 3,9% proposto inicialmente pela Comissão Europeia para o período 2021-2027, mas defendeu que é necessário continuar a trabalhar para obter um reforço orçamental.

“Nos Açores, as produções estão a aumentar, os custos de produção são superiores ao resto do país e da Europa”, alegou o governante, para justificar que terá de continuar a haver rateios nas produções.

No encontro de hoje com o Presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, foi também analisada a questão da seca que está a afetar várias ilhas do arquipélago.

João Ponte salientou que o Governo Regional já anunciou medidas para minimizar o impacto da falta de chuva na agricultura, frisando que a situação merece uma abordagem séria e responsável de todos os agentes envolvidos.

“Recentemente, o deputado do PSD/Açores na Assembleia da Republica, António Ventura, referiu algo que não me parece correto, quando disse que devia ser declarada situação de calamidade para obtermos ajudas de Estado. A situação de seca que vivemos é grave, mas não é comparável a uma catástrofe”, afirmou João Ponte, acrescentando que “é preciso seriedade e bom senso para as abordagens serem credíveis”.