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O Governo dos Açores quer arrancar, “ainda nesta legislatura”, com o projeto do Museu de Construção Naval, em Santo Amaro do Pico, que deverá reunir peças cedidas de várias entidades e antigos construtores, foi hoje anunciado.

A informação foi avançada pela secretária regional da Educação e dos Assuntos Culturais, depois de ter reunido, quarta-feira, na ilha do Pico, com a Câmara Municipal de São Roque, Junta de Freguesia de Santo Amaro e com o grupo Amigos do Museu.

Citada numa nova divulgada pelo Governo Regional, Sofia Ribeiro explicou que as reuniões com as entidades serviram essencialmente para reunir “toda a informação”, através de um “trabalho de articulação” e “multinível” sobre a construção naval em Santo Amaro.

“As várias entidades, individualidades e os familiares de antigos construtores navais, que têm uma riqueza popular e local que tem que ser aproveitada, foram, ao longo dos anos, reunindo informação e têm peças que podem ser cedidas para uma eventual exposição”, anunciou.

A governante garantiu que, depois de reunida “toda a documentação e informação”, será “definido aquilo que deve constituir o projeto de musealização” para o Museu de Construção Naval em Santo Amaro, a constituir mais um núcleo do Museu do Pico.

Sofia Ribeiro explicou que o anterior executivo “desenvolveu o projeto em duas fases”, culminando apenas em “programas de intenções”.

Numa primeira fase, em maio de 2016, foi definido “um projeto de construção de um museu orçado em 3,5 milhões de euros, sem IVA”, que incluía apenas a infraestrutura e não contava “com o espólio que seria de dispor”, e foram adquiridos “dois terrenos em junho” do mesmo ano.

Já numa segunda fase, em janeiro de 2017, depois de decorridas eleições, “o novo governo socialista alterou esse projeto”, concluindo “que havia um sobredimensionamento, relativamente àquele que podia ser um projeto de musealização”, acrescentou.

Segundo a governante, os documentos que a tutela tem neste momento, e que foram apresentados durante as reuniões, são “programas muito básicos”, que classificou “como esboços”, quer no que concerne “a um possível programa preliminar”, quer a “programas museográficos”.

“Há peças que já foram cedidas, da mais diversa tipologia, e também algumas embarcações, que estão guardadas em sítios diferentes. Sabemos que há vídeos e que há entrevistas que a Câmara Municipal detém; sabemos que há informação e há publicações diversas. Aquilo que nós não temos é a compilação de tudo isso num projeto museográfico, integrado num programa preliminar”, referiu.

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