Primeiras jornadas parlamentares do PSD sob a liderança de Rio em junho na Guarda

As primeiras jornadas da bancada do PSD com Fernando Negrão como líder parlamentar e Rui Rio como presidente do partido realizam-se nos dias 18 e 19 de junho na Guarda, informaram hoje os sociais-democratas.

A última vez que o PSD realizou jornadas parlamentares foi em 30 e 31 de outubro, em Braga, sob o lema “Recuperar a confiança”, e ficaram marcadas por sessões dos então candidatos à liderança do partido, Rui Rio e Pedro Santana Lopes, com os deputados, à porta fechada.

Nessa ocasião, Rui Rio, que viria a ser eleito presidente do PSD em 13 de janeiro com 54% dos votos, aconselhou os militantes do partido a votarem no candidato que “os portugueses querem”, considerando essa a melhor forma do partido se voltar “a impor na sociedade portuguesa”.

À porta fechada, Rio assegurou aos deputados que a sua intenção seria manter o rumo de rigor nas finanças públicas e admitiu que, se tivesse estado no lugar da ex-ministra das Finanças do PSD Maria Luís Albuquerque durante o período da ‘troika’, teria feito “igual ou pior”.

Já Pedro Santana Lopes propôs a criação de três unidades de missão nas áreas das políticas sociais, crescimento e reorganização do território para aproximar o país das médias europeias até 2025.

As jornadas parlamentares da Guarda, cuja distrital do PSD é liderada pelo vice-presidente da bancada Carlos Peixoto, vão marcar também a ‘estreia’ de Fernando Negrão, que foi eleito líder da bancada social-democrata em 22 de fevereiro com apenas 39,7% dos votos.

Logo depois de eleito, Negrão chegou a apontar “um problema ético” na bancada do PSD, uma vez que nem todos os membros que integravam a lista da direção terão votado no seu nome.

No entanto, alguns dias depois, na primeira reunião com o grupo parlamentar, pediu desculpas aos deputados por “algum excesso de linguagem” antes e depois da eleição da direção da bancada e disse acreditar que os problemas internos estavam resolvidos.

Fernando Negrão sucedeu a Hugo Soares, que tinha sido eleito para um mandato de dois anos em julho do ano passado, mas acabou por convocar eleições antecipadas para a direção da bancada em 14 de fevereiro, depois de Rui Rio lhe ter manifestado o desejo de trabalhar com outra liderança parlamentar.