Prevenção, diagnóstico precoce e tratamento são eixos de ação na luta contra o cancro, afirma Rui Luís

O Secretário Regional da Saúde afirmou, em Angra do Heroísmo, que o Governo dos Açores está apostado em três eixos de ação na luta contra o cancro, sendo eles a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento.

“É fundamental reduzir os consumos de tabaco e de alcool, investir numa alimentação saudável, fazer exercício, aderir aos rastreios e tratar de quem tem a doença oncológica, permitindo uma melhor qualidade de vida”, frisou Rui Luís, que falava quarta-feira no lançamento da iniciativa ‘Um dia pela Vida’, que se realiza na ilha Terceira por iniciativa do Núcleo Regional da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

O titular da pasta da Saúde referiu que é mais dificil investir na prevenção e mudança de comportamentos nos adultos, razão pela qual existe um conjunto de medidas dirigidas, em particular, aos mais jovens, para obter resultados daqui 30 ou 40 anos.

‘Um Dia Pela Vida’ é um movimento de cariz internacional que surgiu em Portugal em 2005, numa parceria entre a Liga Portuguesa Contra o Cancro e a American Cancer Society, tendo já envolvido 50 localidades e 250 mil pessoas.

O evento proporciona ações com o propósito de informar e educar a comunidade para a prevenção do cancro, bem como a angariação de fundos para os serviços de apoio ao doente oncológico, investigação e programas de prevenção e rastreio.

No que respeita à doença oncológica, o Secretário Regional adiantou que “se pretende melhorar as condições de tratamento e de resposta dos hospitais, havendo a possibilidade de, em algumas patologias, ter acesso a medicamentos inovadores”.

A iniciativa, que tem por lema ‘Celebrar, Recordar, Lutar’, é implementada por voluntariado, procedendo, através da constituição de equipas e da realização de atividades, à angariação de fundos que se destinam a programas de prevenção e de investigação da doença.

Rui Luís enalteceu a organização pela decisão de implementar o evento e pela escolha do lançamento na data comemorativa do Dia Internacional do Voluntário.

“Devemos celebrar a vida, tendo em conta que vivemos cada vez mais anos devido ao aumento da esperança média de vida e é importante que esse tempo seja vivido a celebrar com qualidade de vida, evitando as doenças crónicas, como é o caso do cancro”, sublinhou.

Esta edição de ‘Um Dia pela Vida’ decorre ao longo de três meses, estando agendado o seu encerramento para 29 de março, data em que a comunidade é convidada a caminhar pela vida e contra o cancro.