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A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo afirmou hoje, em Ponta Delgada, que a pressão turística nos Açores se encontra num nível controlado, tal como se pode constatar através da análise de diversos indicadores de pressão, destacando o indicador da intensidade turística – peso médio de turistas por dia face à população residente – que, em 2017, foi de 2,7% na Região.

Marta Guerreiro salientou que, em termos de pressão turística, não se podem “comparar arquipélagos com territórios continentais”, adiantando que os Açores, relativamente à Madeira, Canárias e Baleares, se encontram bastante “abaixo das respetivas intensidades, na ordem dos 20 e 30%”.

“Temos, claramente, margem para crescer e para continuar a ter proveitos no setor, sem nunca beliscar o nosso maior ativo, que é a sustentabilidade ambiental”, sublinhou a titular da pasta do Turismo, em declarações à margem do painel ‘Desafios do Crescimento: O Caso Açoriano’, no âmbito do 44.º Congresso Anual da APAVT – Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo.

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A Secretária Regional frisou ainda que a “sazonalidade nos Açores tem, de facto, tido uma evolução muito positiva”, já que antes “falávamos em quatro meses de época alta” e atualmente “quase que podemos falar de quatro meses de época baixa”.

“Este é um desafio que se coloca sempre a todos os destinos turísticos”, afirmou, realçando que a estratégia do Governo dos Açores é a de se posicionar “como destino de natureza e com atividades que podem ser desenvolvidas ao longo de todo o ano”, com produtos específicos em todas as ilhas, permitindo o desenvolvimento mais harmonioso possível de todo o arquipélago.

Marta Guerreiro salientou a importância de se “criarem condições para que todas as ilhas possam beneficiar deste crescimento”, através do “enfoque nos produtos específicos de cada uma, todas singulares e com algo diferente para oferecer”.

No debate em que participou, a Secretária Regional reforçou o que tem sido feito no sentido de “diversificar os pontos de interesse turístico” e de se implementarem “medidas de controlo”, destacando que os Açores são uma região bem dotada de regulamentos para zonas sensíveis, bem como de instrumentos de ordenamento do território, que têm possibilitando uma equilibrada gestão entre proteção e crescimento.

Marta Guerreiro referiu também o trabalho do Executivo açoriano na “adoção e revisão de regulamentos de acesso, estabelecimento de capacidades máximas de carga, a par do maior esforço de fiscalização e monitorização já existente”.

Alguns exemplos desta ação têm que ver com o novo modelo de gestão do Monumento Natural da Caldeira Velha, em S. Miguel, as alterações ao Regulamento de Acesso à Reserva Natural da Montanha do Pico, o novo regulamento de circulação de veículos motorizados nos arruamentos da Fajã da Caldeira de Santo Cristo e no troço do trilho entre esta fajã e a Fajãs dos Cubres, na área de Paisagem Protegida das Fajãs do Norte, na ilha de São Jorge, como também os novos regulamentos de acesso à Reserva Natural do Ilhéu da Praia, na Graciosa, à Área Protegida para Gestão de Habitats e Espécies do Vulcão dos Capelinhos, no Faial, e à Área Protegida para Gestão de Habitats e Espécies do Ilhéu de Vila Franca do Campo, em São Miguel.

Marta Guerreiro lembrou que, para 2019, “estão previstos projetos que visam requalificar ou beneficiar zonas reconhecidas pelo seu elevado património ambiental”, evidenciando que o grande desafio do momento “tem que ver com a qualificação do destino, onde a responsabilidade da requalificação dos principais pontos de interesse turístico constitui uma prioridade, para garantir a fruição por parte dos Açorianos, ao mesmo tempo que se possibilita uma melhor experiência para quem visita” o arquipélago.

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