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“A nossa esperança enquanto Açorianos reside, cada vez mais, na capacidade que cada uma das nossas freguesias, dos municípios e Câmaras Municipais tiverem para conduzir uma política que tenha uma ideia clara de estratégia de desenvolvimento, uma política que não coloque, acima de tudo, o serviço a coligações espúrias de ocasião, mas que coloque, acima de tudo, o serviço aos cidadãos que é suposto servirem”, considerou esta quarta-feira o Presidente do PS/Açores.

Vasco Cordeiro, que intervinha na apresentação da candidatura autárquica à Câmara Municipal da Horta, referiu haver como pano de fundo destas eleições “uma situação que se agrava e preocupa”, evidenciando o assalto à Administração Regional, “através de um aumento nunca antes visto dos cargos de nomeação política, em detrimento daqueles que são cargos técnicos”, considerando isso responsabilidade “desta coligação que nos desgoverna”.

Por outro lado, Vasco Cordeiro referiu a falta de estratégia de desenvolvimento desta governação, para salientar que só quem não tem uma estratégia pensada e refletida de desenvolvimento para a Região, e para cada uma das nossas ilhas, é que pode valorizar “mais um ato administrativo como é a certificação de uma escola para dar formação, do que a estratégia política de sedear, aqui no Faial, um dos principais vetores de desenvolvimento futuro da nossa Região, que é o mar”.

“Só quem não tem uma estratégia de desenvolvimento para a Região é que pode achar que não merece grande empenho a urgência que constitui instalar aqui no Faial o polo MARTEC, um polo relacionado com a concretização desta aposta estratégica nas ciências do mar e, sobretudo, na sua capacidade para criar riqueza e emprego”, referiu o Socialista.

Vasco Cordeiro evidenciou ainda na ocasião a instabilidade desta coligação que nos desgoverna, para salientar, em primeiro lugar, a obrigação desta solução de Governo em se justificar perante os Açorianos, na medida em que esta coligação é composta por partidos que não venceram as eleições regionais. “Esta coligação é uma soma de derrotados que se uniram para afastar o partido mais votado”, referiu.

Mas para o Presidente do PS/Açores, esta é também uma das fases mais desafiantes da Autonomia, em que, para além da crise sanitária, se estão também a avizinhar os efeitos económicos e sociais, considerando, nesse sentido, que a última coisa que os Açores precisam é de instabilidade política.

Para Vasco Cordeiro, “esta é a pior situação possível de serviço aos Açores, à nossa Autonomia e a cada um dos Açorianos”.

Apelando ainda a que não se perca de vista o essencial, o Socialista destacou a importância de se garantir a estabilidade política, no sentido de se alcançar condições para “traçar medidas coerentes e estratégicas que nos possam desviar dos piores efeitos sociais e económicos que esta situação apresenta”.

Assim, conforme considera, importa ter ao nível dos municípios, “uma liderança forte, conhecedora e coerente”, referindo que o Faial tem bem conhecimento “daquilo que são as incoerências, a falta de conhecimento e experiência, daquele que é o custo de colocar, acima dos interesses da ilha, os interesses dos partidos”.

Dando como exemplo a segunda fase do Porto da Horta, o Socialista considerou que esta matéria teve, no candidato mais direto, um dos seus principais opositores, salientando ainda que se não está feita a segunda fase da baía e marina da Horta, deve-se “ao comportamento irresponsável daquele que hoje quer assumir a liderança do concelho”.

Mas para Vasco Cordeiro a falta de coerência fica ainda demonstrada ao dizer, até outubro passado, “que o Governo Regional devia entrar com dinheiro para a ampliação do Aeroporto da Horta”, adiantando agora que essa é uma responsabilidade do Governo da República.

“A ilha, a cidade e o concelho da Horta não precisam deste tipo de incoerência, nem deste tipo de subjugação aos interesses da coligação que nos desgoverna”, admitiu o Presidente do PS/Açores, para assegurar que o Faial e os Faialenses têm uma resposta muito simples: “o voto no José Leonardo, o voto nas listas do Partido Socialista, o voto na ilha do Faial”, afirmou Vasco Cordeiro.

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