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Presidente do parlamento regional reconhece quadro político “complexo”

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O novo presidente do parlamento dos Açores, o social-democrata Luís Garcia, reconheceu hoje o “quadro político complexo” na região, pedindo que executivo, partidos e deputados estejam disponíveis para o diálogo e “consenso”.

“Estarei particularmente vigilante quanto a atos e atitudes que contrariem o propósito de prestigiar o órgão maior da nossa autonomia, ou queiram retirar-lhe o lugar, a centralidade ou as competências”, declarou Luís Garcia.

O presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores falava depois da tomada de posse do XIII Governo Regional, composto por elementos de PSD, CDS e PPM.

Para Luís Garcia, a nova legislatura deverá ter avanços na reforma da autonomia, sendo que não pode ser ignorada a presidência portuguesa da União Europeia, que decorrerá no primeiro semestre de 2021.

“Da Região Autónoma dos Açores espera-se que seja proativa no aprofundamento das relações com as outras regiões europeias, que, tal como nós, lutam diariamente para se fazer ouvir no seio de uma Europa muitas vezes surda aos apelos da lonjura e da ultraperiferia”, disse.

O novo Governo Regional dos Açores, formado por PSD, CDS e PPM, e liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro, tomou hoje posse perante a Assembleia Legislativa da região, na cidade da Horta.

A cerimónia arrancou cerca das 15:00 locais (16:00 em Lisboa) e teve como convidados, entre outros, o antigo presidente do Governo Regional Mota Amaral e o chefe do executivo cessante, Vasco Cordeiro.

Na semana passada tomaram já posse os novos 57 deputados eleitos nas eleições regionais de 25 de outubro, tendo também sido eleito o novo presidente da Assembleia Legislativa, o social-democrata Luís Garcia, da ilha do Faial.

Com a entrada em funções, o novo executivo tem agora 10 dias para entregar à Assembleia Legislativa o programa de Governo.

O PS venceu as eleições legislativas regionais, no dia 25 de outubro, mas perdeu a maioria absoluta que detinha há 20 anos, elegendo 25 deputados.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação. A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e o PSD um acordo de incidência parlamentar com o Iniciativa Liberal (IL).