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O presidente do parlamento dos Açores afirmou que em 2023 as pessoas e as empresas devem estar “no topo” das prioridades, alertando que o novo ano “traz muitas incertezas e dificuldades” que é preciso enfrentar “sem dramatismos, mas com realismo”.

“O Ano Novo que aí vem traz muitas incertezas e dificuldades. Temos, por isso, de nos preparar o melhor possível, sem dramatismos, mas com realismo”, afirma Luís Garcia, na mensagem de Ano Novo divulgada numa nota de imprensa.

O presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) lembra que 2022 “não foi um ano fácil”, porque à crise pandémica juntou-se uma guerra, que “nos envergonha e empobrece”, uma crise inflacionária e uma crise sísmica, que afetou a ilha de São Jorge e “sucessivos estragos provocados pelo mau tempo” nas ilhas e no continente.

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“Com a mudança de calendário, estes problemas não vão ficar no ano velho. Infelizmente, alguns terão até efeitos e consequências maiores em 2023”, alerta Luís Garcia.

O presidente da ALRAA apela aos empresários e produtores açorianos, para que “não embarquem na vertigem do ciclo inflacionário, que tem vindo a dificultar a vida de tantas famílias”.

“Os sucessivos aumentos de bens e serviços, que não decorram de custos reais, acabarão por impedir os nossos conterrâneos de ter uma vida decente, e trazer dificuldades a toda a economia açoriana”, aponta.

As pessoas e as empresas “devem estar no topo das nossas prioridades”, defende Luís Garcia, sublinhando que “os mais frágeis têm de contar com a solidariedade e apoio de todos os quadrantes da sociedade” e as empresas “devem ser preparadas para resistir à crise”.

Na mensagem de Ano Novo, Luís Garcia destaca ainda a demografia e os recursos humanos como “desafios” que “têm de merecer maior atenção e atuação”.

“Temos territórios despovoados e população envelhecida. E este é, provavelmente, o desafio maior que temos pela frente, porque sem pessoas, tudo o resto não vale a pena”, assinala.

O presidente do parlamento açoriano sublinha que os jovens “têm futuro nos Açores, e podem ser mais felizes na sua terra”.

“Basta terem oportunidades para se realizarem profissionalmente, e aqui constituírem família, se isso for a sua opção. Dar-lhes essas condições tem de ser a nossa missão”, sustenta.

Além disso, “temos de ter os braços abertos para acolher gente nova, vinda de fora, que nos queira adotar como povo de acolhimento. Porque cá dentro somos poucos, para desenvolver o futuro que queremos”, acrescenta.

Por outro lado, considera que o “crescente envelhecimento” da população obriga “a pensar em políticas e respostas adequadas” para garantir “uma vida digna” aos idosos.

“Numa sociedade que se quer moderna e humanista, a vida dos nossos idosos importa. É por defender estes valores, que me indignam as notícias sobre o aumento da violência contra os idosos”, refere.

Luís Garcia considera que é na educação que está “a chave” para “melhorar” indicadores como as taxas de abandono escolar e de frequência do Ensino Superior e alterar a taxa de “pobreza alta”.

Para o presidente do parlamento açoriano, estes problemas “têm solução”, mas “obrigam a trabalhar com foco e estratégia”, com “estabilidade” e ainda com “um bom uso dos fundos comunitários” visando “a convergência social e económica” da região, com o país e com a União Europeia.

“Sei que a complexidade do tempo que atravessamos dificulta as tarefas urgentes que temos pela frente. Mas acredito na capacidade dos açorianos”, vinca.

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