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O presidente do Governo Regional dos Açores mostrou-se hoje “convencido da honorabilidade” do subsecretário regional da Presidência e disse acreditar que Pedro Faria e Castro atuou “no quadro da legalidade”.

“Tenho por certo que o senhor subsecretário regional fez tudo no quadro da legalidade”, afirmou José Manuel Boleiro quando questionado pelos jornalistas à margem do 40.º Congresso Nacional do PSD, no Porto, sobre uma denúncia feita na quinta-feira pelo BE/Açores de que o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) adjudicou vários contratos por ajuste direto a uma empresa de segurança detida, em parte, pelo subsecretário regional da Presidência.

De acordo com o BE/Açores, o governante regional foi “até maio de 2022 sócio de uma empresa de segurança privada”, a Trust Lda., detendo um “capital que variou entre os 60 e os 83 mil euros, ou seja, entre um quarto e um terço do capital da empresa”.

Em conferência de imprensa na sexta-feira, Pedro Faria e Castro garantiu que vendeu pelo valor de compra as quotas na empresa e manifestou-se convicto da “legalidade” do processo porque, para tomar posse, renunciou à gerência da empresa e pediu “a suspensão dos direitos societários”, pelo que, mantendo formalmente parte do capital, deixou de ter “qualquer ligação à empresa”.

O presidente do Governo Regional dos Açores disse que falou com Pedro Faria e Castro porque “quis ter a certeza de que o seu quadro de responsável político no Governo e aquela que é a sua disponibilidade na vida privada e profissional se estava seguro do seu enquadramento legal”.

“Até prova em contrário, estou convencido obviamente da honorabilidade do meu membro do Governo”, assegurou Bolieiro.

O chefe do executivo regional açoriano salientou igualmente que não aceita “qualquer circunstância de pouca transparência ou de ilegalidade” e que, “confirmada a legalidade”, o Governo está tranquilo “a fazer uma boa governação para os Açores”.

Quanto ao futuro do PSD, José Manuel Bolieiro destacou “a capacidade de liderança de Luís Montenegro” para “afirmar uma alternativa credível não socialista à governação de Portugal no futuro”.

Questionado sobre o seu futuro no partido, indicou que ser vice-presidente da Mesa do Congresso lhe permite “ter presença nos órgãos nacionais” e é compatível com a sua agenda como presidente do Governo da Região Autónoma dos Açores.

E afirmou que está “confortável nesta posição” e “disponível para continuar nesta missão”.

Também em declarações aos jornalistas no 40.º Congresso do PSD, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, disse que o novo líder social-democrata traz “uma nova esperança” para o partido e salientou que é possível “acreditar que é possível o PSD voltar a firmar-se como força política liderante”.

Carlos Carreiras revelou ter transmitido a Luís Montenegro que está disponível para ajudar o partido, embora com algumas condições.

“Para funções executivas não estou disponível porque tenho não só responsabilidades que me limitam, como também por questões de ordem pessoal, nomeadamente de saúde, e também porque tenho de preparar o meu regresso à minha profissão porque estou no último mandato”, justificou.

Questionado se já foi convidado para integrar algum órgão, o autarca respondeu que “qualquer convite só existe se for feito e se for aceite”, e indicou que nessa lógica “não há convite”.

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