Prejuízos da SATA suscitam debate de urgência no parlamento dos Açores

Os prejuízos do Grupo SATA, que encerrou as contas de 2018 com 53,3 milhões de euros negativos, suscitam um debate de urgência no parlamento dos Açores na terça-feira de manhã, na cidade da Horta.

O debate foi proposto pela bancada do CDS-PP, que pretende esclarecer as razões para tamanha derrapagem financeira, a pior da história da companhia aérea açoriana, bem como apurar responsabilidades para este prejuízo, que aumentou em relação a 2017 em cerca de 12,3 milhões de euros.

O presidente do Conselho de Administração da SATA, António Teixeira, já explicou, em declarações aos jornalistas, que o agravamento dos prejuízos da empresa se deveu ao aumento dos custos operacionais, devido à subida do preço dos combustíveis, dos gastos com pessoal e das despesas com o aluguer de aviões a outras companhias aéreas.

A agenda da Assembleia Legislativa dos Açores para esta semana, inclui ainda um debate de urgência, proposto pela bancada do PS, a propósito da estratégia integrada de desenvolvimento tecnológico e do seu impacto na economia açoriana.

Os 57 deputados regionais vão também apreciar duas outras propostas socialistas, relacionadas com a redução da produção de resíduos de embalagens na Administração Pública e com a criação de um programa de eficiência energética nos serviços públicos da região.

O Governo Regional, liderado pelo socialista Vasco Cordeiro, leva também a plenário três propostas: uma relacionada com a criação de um programa regional para as alterações climáticas, outra para uma alteração ao sistema de incentivos à produção de energia a partir de fontes renováveis e a terceira para uma adaptação à região da Lei Geral do Trabalho.

A agenda parlamentar integra ainda duas propostas do Bloco de Esquerda, que reivindicam a adoção de medidas, por parte do Governo, que protejam o emprego na fábrica de conservas de Santa Catarina, em São Jorge, que o executivo pretende alienar.

O plenário de maio do parlamento açoriano inclui ainda duas petições, subscritas por grupos de cidadãos, a exigir a permanência da escola das Cinco Ribeiras na ilha Terceira e a não utilização de louça descartável de plástico na restauração açoriana.