PR: Um desabafo ocasional (Dia dos Açores | Espírito Santo)

Não sou escritor, não sou jornalista, nem muito menos “candidato” a um cargo politico, nem sequer especialista em redes sociais, sou acima de tudo um individuo, que teve a sorte de nascer numa ilha chamada Santa Maria, que fica no meio do Atlântico, uma “ilhota” que faz parte dum arquipélago  “autónomo” chamado Açores, dum pais chamado Portugal.

Ouço muitas vezes dizer, que quem vive longe da sua terra lhe dá mais valor, tem maior paixão por ela, não sei se assim será ou não, pois estou ciente que todos os Açorianos duma forma ou doutra gostam muito da sua terra, mas neste Domingo de Pentecostes (para quem vive intensamente estas datas, data muito marcante no calendário litúrgico dos Açorianos) ou ainda pela apelidada segunda feira do Espírito Santo ou até Segunda feira da Pombinha ou Dia da Autonomia os nomes que lhes quiserem dar, sei sim que tais datas e a somar a este tempo de maior confinamento desta pandemia, muito nos deve fazer pensar “viver em ilhas”, vivência que se submete a regras gerais dum pais, e que também tem as suas próprias regras, típicas duma região com “autonomia”.

Sem usar a critica abusiva, infelizmente hoje é fácil criticar isto e aquilo de forma muito fácil e até quase diria normal, posso fazer o seguinte comentário, o politico em Lisboa desconhece por completo a vivência insular e as suas vicissitudes, como também o próprio governante insular a dar o seu contributo na sede do governo ( Ponta Delgada), não tem a noção exacta das dificuldades de vivência dum cidadão que vive na Fajã dos Vímes em São Jorge, ou na bonita Baía da Maia em Santa Maria, ou seja a centralidade tem coisas boas e algumas menos boas. Mas tal situação não é culpa dos partidos ou das pessoas, pois julgo que independentemente do cargo que ocupam parece-me que dão o seu melhor em prol da sua comunidade.

O Pais tem um documento, que nos orienta, A Constituição, a região tem o seu próprio que se regula a este, que se chama  de Estatuto Politico Administrativo, ou seja na visão dos dois lados é distinta a aplicabilidade destes dois documentos importantes, e na região ainda pelo meio existem as competências dos municípios. Uns dizem que a constituição tem de ser mudada, outros dizem que as autonomias devem ser revistas, eu cidadão Português com amor a esta terra, reconhecendo há muitos anos as suas muitas virtudes e os seus aspetos passiveis de atualização e adaptação, desejo sim que se promova consensos que nos possibilitem ter um vivência sem estes conflitos institucionais desnecessários e promovem a qualidade de vida que todos merecemos!

Assim resta-me desejar a todos os Portugueses que vivem nestas ilhas, e ainda com os devidos cuidados tendo em em conta este “bichinho” que por aqui apareceu, tenham todos uma boa comemoração destes dias que são nossos e que os nossos antecessores batalharam muito para os “ganhar”.

Somos Portugueses que vivemos em Ilhas!
“Vivó Espírito Santo”(Saudação mariense em tempo de Impérios)

PR