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O PPM/Açores disse hoje que a remodelação do Governo Regional resultou de uma decisão da coligação PSD/CDS-PP/PPM e de um ‘timing’ definido pelo presidente do executivo, não estando relacionada com “declarações” de “outros agentes políticos”.

“A remodelação foi decidida no âmbito da coligação e não teve nada a ver com qualquer tipo de declarações que foram feitas por outros agentes políticos. Não teve nada a ver com declarações feitas há seis meses, há sete ou há dois meses. Não tem nada a ver”, afirmou Paulo Estêvão à agência Lusa.

O deputado regional reforçou que as alterações no executivo resultaram de uma “decisão tomada pela coligação cujo ‘timing’ e natureza foi decidido pelo presidente do Governo Regional”, o social-democrata José Manuel Bolieiro.

“Esta remodelação, que foi decidida no tempo em que o senhor presidente do governo considerou mais adequado e nas áreas em que o senhor presidente considerou mais adequadas, dá resposta a um novo contexto”, advogou.

Segundo disse, o “novo contexto” resulta da “experiência” governativa da coligação PSD/CDS-PP/PPM e do “cenário muito difícil” provocado pela “crise internacional”, pelos aumentos da inflação, das “taxas de juro” e do “preço das matérias-primas”.

Paulo Estêvão considerou “evidente” a necessidade de enfrentar uma “postura centralista” do Governo da República, que “está a prejudicar os interesses dos Açores”.

“As mudanças que estão a ser operadas tornam o governo mais coeso e dão mais experiência política, experiência do ponto vista governativo, e permitem responder com mais agilidade ao novo contexto”, realçou.

O líder parlamentar do PPM/Açores não quis comentar a posição manifestada pelo Chega, que à agência Lusa defendeu a saída do secretário do Mar e Pescas, São João, indicado pelos monárquicos para o Governo Regional.

A 06 de abril, o deputado do Chega/Açores revelou à Lusa que “acabou” o apoio do partido ao Governo Regional, notando continar “sem eco das propostas” apresentadas para viabilizar o Orçamento Regional de 2022, nomeadamente a remodelação no executivo liderado por José Manuel Bolieiro.

O presidente do Governo Regional dos Açores anunciou hoje uma remodelação do executivo, que passa a ter menos duas secretarias regionais, implica a saída de quatro secretários (Finanças, Turismo, Cultura e Obras Públicas) e a entrada de dois.

Com esta remodelação, saem do executivo açoriano quatro secretários regionais: Joaquim Bastos e Silva (Finanças, Planeamento e Administração Pública), Mário Mota Borges (Turismo e Energia), Susete Amaro (Cultura, Ciência e Transição Digital) e Ana Carvalho (Obras Públicas e Comunicações).

O secretário regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego, Duarte Freitas, passa a assumir as pastas das Finanças, Planeamento e Administração Pública, entrando para o seu cargo a ex-deputada social-democrata Maria João Carreiro.

A antiga líder do PSD/Açores Berta Cabral será a nova secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, assumindo ainda a área da Energia.

O atual Governo Regional, que resulta de uma coligação entre PSD, CDS-PP e PPM e tem apoio parlamentar de outros três deputados (CH, IL e independente), tomou posse em novembro de 2020, depois de o PS, que governava a região há 24 anos, ter vencido as eleições sem maioria absoluta.

Na altura, José Manuel Bolieiro apresentou um executivo com 10 secretarias regionais e uma subsecretaria, para além de presidência e vice-presidência.

Um ano e cinco meses depois, o presidente do Governo Regional regressou ao Solar da Madre de Deus para apresentar ao Representante da República, Pedro Catarino, um executivo com menos secretarias regionais e novos titulares das pastas.

Os novos secretários regionais tomam posse na terça-feira na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

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