PPM quer informações do Governo dos Açores sobre transporte de carga

O PPM pediu ao Governo dos Açores informações sobre o transporte de carga que está a ser realizado pela SATA no quadro do atual surto de covid-19, acrescentando que o Corvo “enfrenta uma situação de contingência desde outubro”.

Numa nota de imprensa, o PPM, que tem Paulo Estêvão como deputado único no parlamento dos açores, considera importante “dar respostas planeadas que evitem situações de aflição no futuro” e dá como exemplo a situação da mais pequena ilha açoriana, o Corvo, que “não conta com um abastecimento regular de mercadorias desde que o furacão Lorenzo assolou a região”, em outubro do ano passado, “e destruiu o porto comercial das Lajes das Flores”.

Até ao momento, e segundo o PPM, “registaram-se dois períodos longos de quebra absoluta no transporte marítimo de mercadorias para a ilha: um de 50 dias e um outro de 30 dias de duração”.

“O transporte marítimo de mercadorias ainda não recuperou parâmetros de regularidade mínima e os stocks dos diversos agentes económicos nunca foram integralmente recuperados. Ou seja, a ilha enfrenta uma situação de contingência desde o passado mês de outubro”, escreve o deputado do PPM, Paulo Estêvão, eleito pela ilha do Corvo.

O deputado no parlamento açoriano alerta que, além da situação provocada pelo furacão Lorenzo, o Corvo “enfrenta agora – ainda sem se ter recuperado da situação anterior – uma outra situação excecional, de natureza e dimensão global”, referende à covid-19, e solicita “o urgente reforço do abastecimento da ilha por via área, devendo a SATA reservar maior capacidade de carga para a ilha”.

“É verdade que está planeada uma operação de abastecimento marítimo da ilha do Corvo na próxima semana, mas as previsões são péssimas no que diz respeito às condições de navegabilidade no âmbito da zona marítima que envolve o grupo ocidental”, composto pelas Flores e Corvo, assinala o deputado.

Paulo Estêvão lembra que o Governo Regional decidiu, no atual contexto, manter as ligações aéreas da SATA com o fim exclusivo de operações de abastecimento de mercadorias e dar resposta a casos de força maior, decisão que o PPM diz também concordar “em absoluto”.