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O PPM vai interpelar o Governo dos Açores na reunião plenária de junho do parlamento regional para obter esclarecimentos sobre a situação da transportadora aérea açoriana SATA e eventuais apoios a propósito da Covid-19.

“O Governo Regional está a fugir ao controlo e à fiscalização democrática do parlamento dos Açores. A partir do dia 16 de junho, no primeiro dia da reunião plenária do mês de junho do parlamento dos Açores, essa fuga deverá acabar”, considerou, citado em nota de imprensa, o deputado do PPM na Assembleia Regional dos Açores, Paulo Estêvão.

O deputado eleito pela mais pequena ilha dos Açores disse que o executivo regional do PS, “ao contrário do que está a suceder com o Governo da República em relação à TAP, não informa o parlamento dos Açores e a opinião pública açoriana a respeito das negociações que está a manter com Bruxelas e Lisboa, no sentido de ser concedido apoio financeiro urgente à empresa”, a propósito da pandemia de covid-19.

“A SATA somou, nos últimos dois anos, um prejuízo de 106 milhões de euros. O grupo SATA soma agora uma brutal dívida global. Ou seja, estava tecnicamente falido muito antes da crise ocasionada pela covid-19, devido à gestão absolutamente desastrosa que o Governo Regional implementou na empresa”, apontou Paulo Estêvão.

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A iniciativa parlamentar do partido “visa impedir o executivo regional de se comprometer com um plano de reestruturação da empresa que implique a destruição da SATA Internacional e/ou o despedimento dos trabalhadores”.

A situação da transportadora aérea açoriana, sublinhou o deputado, “agravou-se com a pandemia de covid-19, que afetou gravemente o setor da aviação comercial”.

Por isso, o PPM “foi o primeiro partido regional a solicitar que o Governo Regional fizesse uso, de forma urgente, do novo quadro estratégico e financeiro criado no âmbito da União Europeia” e “começou por propor, no parlamento dos Açores, o fim do processo de privatização da SATA”, uma recomendação “aprovada, embora com a abstenção do PSD”.

Segundo o deputado, há uma “total” falta de informação e de transparência a respeito das questões relacionadas com a SATA, pelo que o PPM “está a fazer tudo o que está ao seu alcance para fiscalizar as decisões do Governo Regional dos Açores” nesta matéria,

“A respeito da SATA, deve esclarecer-se que o Governo Regional se recusou, na sequência de um requerimento do PPM, a entregar cópia do anterior plano de negócios para a SATA. Sublinhe-se que a discordância do Governo Regional em relação ao mesmo terá levado, alegadamente, à demissão do anterior presidente do conselho de administração da SATA”, refere o comunicado.

A representação parlamentar do PPM transformou as questões escritas não respondidas em questões orais, a serem formuladas na reunião plenária que se inicia na terça-feira na cidade da Horta, na ilha do Faial.

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