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O PPM/Açores considerou hoje que o Plano e o Orçamento para 2023 da região constituem uma “resposta histórica e profundamente humanista” no atual quadro de crise, devido à inflação e à guerra, criticando a postura do PS.

“O Plano e Orçamento que o Governo Regional apresenta ao parlamento constitui uma resposta histórica e profundamente humanista a uma conjuntura terrível, marcada pela guerra, a crise energética, a espiral inflacionista e a terrível subida das taxas de juro”, afirmou o líder partidário, Paulo Estêvão.

O líder do PPM, partido que integra o Governo dos Açores juntamente com o PSD e o CDS-PP, falava no arranque da discussão do Plano e Orçamento da região para 2023, na Assembleia Legislativa, na Horta.

“É verdade, é incontestável, que este Orçamento prevê os mecanismos indispensáveis para salvar o grupo SATA, que a gestão socialista esteve à beira de destruir. Mantém-se, no entanto, a Tarifa Açores, que o PS considera ilegal”, acrescentou.

Estêvão realçou que aqueles documentos preveem 375 milhões de euros para o funcionamento do Serviço Regional de Saúde, bem como um aumento de 15% na diária atribuída aos doentes deslocados e do complemento especial para o doente oncológico.

O monárquico enalteceu o aumento de 15% no complemento regional de pensão e no programa de apoio à aquisição de medicamentos para idosos, o COMPAMID.

“É verdade, é real, que se procede ao aumento de 5% da renumeração complementar, que se soma ao aumento extraordinário de 10% ocorrido no segundo semestre de 2022”, salientou ainda.

O líder do PPM/Açores acusou o PS de “fuga à responsabilidade”, condenando a “inação de 24 anos” dos socialistas enquanto lideraram o Governo Regional (de 1996 a 2020).

“O PS/Açores – e, em particular, [o seu líder] Vasco Cordeiro – disse-nos, no ano passado, que nada disto seria possível. Que vinha aí o diabo e que já cheirava a enxofre”, criticou.

O Orçamento dos Açores para 2023, de cerca de 1,9 mil milhões de euros, começou hoje a ser debatido no plenário da Assembleia Legislativa Regional, onde a votação final global deve acontecer na quinta ou na sexta-feira.

O terceiro orçamento do atual executivo chegou ao parlamento sem as ameaças de chumbo feitas no ano passado pelos deputados com quem os partidos da maioria têm acordos de incidência parlamentar – Chega, Iniciativa Liberal (IL) e deputado independente (ex-Chega).

A Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM, dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um deputado é independente (eleito pelo Chega).

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