PPM/Açores defende incentivos à fixação de professores com apoios à habitação

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O líder do PPM/Açores, Paulo Estevão, defendeu hoje a necessidade de criar incentivos à fixação de professores na região, por via de apoios parciais ou totais à habitação.

Segundo Paulo Estêvão, os Açores estão a ser confrontados com um “problema gravíssimo de falta de professores”, que poderá ser combatido “através da criação de incentivos de fixação”, no âmbito de uma “articulação com as câmaras municipais e o Governo dos Açores na área da habitação”, que é “muito cara na região e em algumas ilhas inexistente”.

O deputado e dirigente do PPM/Açores reuniu hoje, em Ponta Delgada, com a titular da pasta da Educação nos Açores, que iniciou, esta segunda-feira, uma segunda ronda de negociações com os partidos representados na Assembleia Legislativa dos Açores, depois de ter recebido propostas para integrar na Estratégia da Educação para a Década.

O documento base de que partiu a discussão incluía cinco eixos, para os quais o executivo açoriano pediu contributos das forças políticas: capacitação de alunos, elevação da condição docente, qualificação dos assistentes e técnicos da ação educativa, envolvimento da comunidade educativa e autonomia das unidades orgânicas.

Em declarações aos jornalistas após o encontro, Paulo Estevão referiu que, no caso específico do Corvo, houve “docentes que recusaram [ir para a ilha] porque não tinham casa”, havendo uma “enorme dificuldade [na habitação] nas ilhas mais periféricas”.

Por isso, o PPM propõe que o executivo açoriano e as autarquias suportem parcial ou totalmente os encargos com a habitação, sendo que os municípios têm habitações disponíveis que podem ser utilizadas mediante a sua recuperação.

Paulo Estevão defendeu ainda a “criação de mecanismos que permitam a integração e formação de docentes neste momento”, exemplificando que “há gente licenciada em diferentes áreas que pode e deve ser integrada na carreira, tendo uma formação específica”.

“Este é problema é grave, mas vai ser muito mais grave nos próximos anos porque só agora as universidades estão a formar novos docentes, o que demora cinco anos”, declarou o líder do PPM/Açores.

O dirigente defendeu ainda incentivos mais vantajosos nos Açores que visem uma progressão na carreira “mais rápida e melhor”, uma vez que a região, “neste momento, está a competir com outros dois territórios educativos independentes, que é a Madeira e, principalmente, o território continental”.

Paulo Estevão disse também ser necessário recuperar o que considerou ser um parque escolar degradado, com “um investimento muito significativo”.

Além disso, é “fundamental acompanhar os alunos que terminam com os 18 anos o seu processo educativo”, dando-lhes apoio em relação à formação que pretendam obter no futuro por via académica ou da formação profissional, acrescentou.

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