PPM/Açores chama secretária dos Transportes a comissão por causa da lancha ‘Ariel’

A representação parlamentar do PPM/Açores quer ouvir a secretária regional dos Transportes e Obras Públicas na Comissão Parlamentar de Economia do parlamento açoriano para prestar esclarecimentos sobre a reparação da embarcação “Ariel”.

Em nota de imprensa, o único deputado do partido na Assembleia Legislativa Regional, Paulo Estêvão, informa que pretende “esclarecer o processo referente à reparação da embarcação ‘Ariel’, que se arrasta de uma forma absolutamente escandalosa” e, por isso, chama a responsável pela tutela, Ana Cunha, à Comissão Parlamentar de Economia.

O partido lembra que a lancha, que faz a operação da linha rosa da Atlânticoline, ligando as ilhas das Flores e do Corvo, deixou de operar em 04 de agosto, por avaria, “tendo sofrido significativos danos estruturais por ocasião da passagem do furacão Lorenzo”, já que, na altura, estava no porto das Lajes das Flores, que ficou totalmente destruído.

Em comunicado enviado hoje, a empresa de transportes marítimos acrescenta que “a destruição do porto e, posteriormente, a greve dos estivadores em alguns portos do continente português motivaram o atraso na retirada de algum equipamento danificado da ilha, bem como o seu regresso após reparação”.

“Por sua vez, também a pandemia de covid-19 e os seus efeitos de restrição à mobilidade levaram a atrasos na entrega de equipamentos por parte dos fabricantes e na deslocação de técnicos às Flores”, prossegue a transportadora.

A embarcação devia retomar a operação em julho, mas “soube-se hoje que afinal a embarcação continua a necessitar de profundas reparações”, menciona a nota do PPM, apontando que “todo este processo é um desastre e implica graves prejuízos para o erário e serviço público”.

A Atlânticoline deu hoje nota de “danos nos motores, que até agora não tinham sido identificados e cuja extensão terá ainda de ser avaliada”.

Por essa razão, a transportadora decidiu prolongar o período de imobilização da lancha, mas “já diligenciou a avaliação urgente da extensão dos danos agora identificados nos motores, e o acionamento do respetivo seguro, para dar sequência ao processo de reparação”.

“Enquanto a ‘Ariel’ se mantiver imobilizada, o serviço continuará a ser assegurado, como tem acontecido até agora, mantendo os horários previstos, e com recurso aos serviços de um operador marítimo-turístico”, assegurou a empresa.