A seleção campeã do mundo dominou durante a primeira parte e criou as melhores oportunidades de golo enquanto Portugal procurou, sobretudo, não sofrer, objetivo não alcançado devido ao golo de Jordi Adroher em cima do intervalo numa altura em que a seleção lusa estava em inferioridade numérica.

No entanto, na segunda parte, Portugal surpreendeu os espanhóis ao dar a volta ao marcador graças aos golos de Gonçalo Alves e João Rodrigues, aos 30 e 36 minutos, vantagem que manteve até ao último minuto do tempo regulamentar, altura em que Ignacio Alabart fez o 2-2 e forçou o prolongamento.

Neste período extra, João Rodrigues bisou e recolocou Portugal na frente do resultado aos 56 minutos, o que motivou um ‘assalto’ final dos espanhóis com muito ‘coração’ e pouco discernimento, que seria aproveitado pelos lusos para fazerem o 4-2 ao minuto 60, por Jorge Silva.

Nesta altura os espanhóis estavam a jogar com menos um por ação disciplinar e não tinham guarda-redes na baliza, por terem arriscado colocarem mais um jogador de campo na tentativa de chegar ao empate.

Quem não sentiu dificuldades de maior para assegurar um lugar na final foi a Argentina, que venceu a França por 3-0, com golos de Nicolia, Pablo Alvarez e Gonzalo Romero.

Portugal e Argentina vão assim disputar a final no domingo para determinar quem irá arrecadar o cetro mundial em 2019 e suceder à Espanha.

A última vez em que a seleção portuguesa conquistou o título mundial foi há dezasseis anos, em 2003, disputado em Oliveira de Azeméis, mas essa proeza fora de casa obriga-nos a recuar a 1993, numa edição disputada em Itália, e mais ainda, a 1960, quando nos tornámos campeões mundiais em território espanhol.

Nos jogos de apuramento do 5º ao 8º lugares, Angola venceu o Chile por 7-4, após prolongamento (registava-se um 4-4 no final do tempo regulamentar), enquanto a Itália bateu a Colômbia por 8-5.

Estes resultados determinam que Angola e Itália vão discutir os 5º e 6º lugares no sábado, enquanto Chile e Colômbia medem forças para apurar o 7º e o 8º.