Portugal representado em grupo de líderes mundiais para debater economia do mar

Um grupo de líderes mundiais, no qual Portugal está representado, reuniu-se na segunda-feira em Nova Iorque, Estados Unidos, com o objetivo de avaliar o valor dos bens e serviços dos oceanos para o planeamento económico, foi hoje anunciado.

“Copresidido pela primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, e pelo Presidente da República de Palau, Thomas Esang Remengesau Jr., o painel de alto nível para uma Economia Mar sustentável é composto por 12 chefes de Governo e pelo representante especial do secretário-geral da ONU para os oceanos [Peter Thomson]”, lê-se no comunicado divulgado por entidades como o World Resources Institute.

Esta foi a primeira vez que chefes do Governo em exercício se uniram para firmar um “pacto mundial de proteção dos oceanos”, segundo a mesma fonte.

O Painel é formado por líderes da Austrália, do Chile, das Ilhas Fiji, do Gana, da Indonésia, da Jamaica, do Japão, do México, da Namíbia, da Noruega, da República de Palau e de Portugal.

No encontro, em representação do primeiro-ministro português, António Costa, esteve a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

“Nos próximos 18 meses, o Painel determinará a investigação de soluções de base científica para a crise dos oceanos e para a forma de enfrentá-la. Nesse âmbito, irá encomendar uma série de “Livros Azuis” a peritos mundiais que estudem questões como as pescas sustentáveis, soluções de energia de origem marinha e o turismo, assim como novas estratégias para as zonas marinhas protegidas e o financiamento dos oceanos. Os livros contribuirão para um relatório vocacionado para a ação, a ser publicado em 2020″, adiantou.

“Estamos dependentes de mares limpos e saudáveis, pelo que o uso de recursos marinhos deve ser sustentável”, afirmou Erna Solberg, no discurso inaugural do painel, citado no mesmo documento.

A primeira-ministra norueguesa disse ainda que a organização de líderes mundiais tem a “autoridade e determinação necessárias para desencadear e acelerar a tomada de medidas para a proteção e produção oceânicas”.

A responsável acrescentou que é preciso “encontrar soluções coletivas para o desenvolvimento e implementação de regulamentação alargada e eficaz, bem como para um regime de gestão integrada dos oceanos”.

Por sua vez, o copresidente do painel, Esang Remengesau, Jr., sublinhou que a humanidade “tem que aprender com as ilhas pequenas a respeitar o mar”.

Os líderes do painel vão ainda cooperar para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).