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O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, considerou hoje que Portugal pode voltar a ser “relevante” através do mar por via da economia azul, desempenhando os Açores um papel central.

José Manuel Bolieiro, que intervinha na sessão solene do Dia Nacional do Engenheiro, em Ponta Delgada, referiu que Portugal é um país atlântico que “tem nos Açores a sua projeção, que faz da história uma alavanca para o futuro”.

“Portugal foi grande pelo mar e pode ser novamente relevante no mundo igualmente pela economia azul, pela economia do mar”, declarou.

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O líder do executivo açoriano considerou que os Açores conferem uma “dimensão arquipelágica ao país e à União Europeia”, podendo ser “verdadeiros laboratórios do futuro também, e sobretudo, com e para a engenharia”.

O social-democrata considerou que “se, desde sempre, a investigação e a capacidade criativa, a audácia de inovar foi relevante para o progresso da humanidade, das comunidades e economias, tendo em conta a emergência da mudança” com que o mundo é confrontado, hoje essas missões são “mais desafiantes do que em todas as outras alturas do passado”.

Para José Manuel Bolieiro, a transição climática “é de todas a mais desafiante” e “obriga a apelar à prudência, a descobrir com inovação e capacitação” formas de descarbonizar a economia.

Segundo o governante, no caso da obra marítima, que depende da engenharia e em que “os fenómenos extremos da natureza serão bem mais violentos”, deve-se adotar uma “estratégia de monitorização constante”.

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Almeida Santos, que também interveio na sessão solene, apresentou como “três grandes desígnios rejuvenescer e modernizar a Ordem, valorizar os engenheiros e contribuir para o desenvolvimento da sociedade”.

Fernando Almeida Santos referiu que há mais de 200 mil formados em engenharia em Portugal, mas a Ordem tem 60 mil membros, pelo que “algo não está bem”, daí que se esteja a desenvolver “maior atratividade” para cativar os profissionais.

A Ordem dos Engenheiros distinguiu como membro honorário a Universidade dos Açores pelo seu papel de formação, e Paulo Moniz, ex-responsável pela organização na região, com a medalha de prata. O engenheiro, professor e administrador empresarial Luís Todo Bom recebeu a medalha de ouro.

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